Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Aborto - Absurdos em nome de quem?

Se você ainda não está revoltada com o que a igreja tem feito para controlar cada vez + o corpo das mulheres assista:






Depois continue assistindo... a parte 2
Depois continue assistindo... a parte 3

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Tem LAMCE no Leskut!

Leskut
rede social para meninas que gostam de meninas

O LAMCE está no Leskut. e você?

LAMCE - Liberdade do Amor entre Mulheres no CearáGrupo de lésbicas e bissexuais feministas, enfrentando o patriarcado, heterossexismo, racismo, adultismo, e a lesbofobia. As ações visam informação…

1 membro

Criado por:
Alessandra Guerra

Veja LAMCE - Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará em Leskut:
http://paradalesbica.ning.com/group/lamce?xgi=8fxU3zC
Sobre Leskut
Rede para meninas que gostam de meninas. Apenas mulheres. Não consegue ser aceita? Leia as Regras: http://paradalesbica.com.br/leskut
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

A REVOLTA DOS PERDIGOTOS


Um texto de João Ximenes Braga...

A REVOLTA DOS PERDIGOTOS

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral.

Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluídos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau. É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.

João Ximenes Braga

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

PORTO VELHO SEDIA O ENCONTRO NACIONAL DA ABL – ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS

Acontece em Porto Velho de 10 a 12 julho, o I Encontro Nacional da ABL.


Nos dias 10 a 12 de julho, ativistas lésbicas de várias regiões do país, estarão em Porto Velho para a realização do I Encontro Nacional da ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas. O encontro terá como objetivo principal a realização do planejamento estratégico para a rede para o biênio de 2009-2011 e ainda contará, com momentos onde o feminismo e o humanismo nutrirão as ativistas com conceitos e reflexões.


Para Denise Limeira, coordenadora nacional da ABL, o encontro é um momento histórico pois proporcionará as lésbicas a troca de experiências e o fortalecimento das ações da rede. Acredita também que entre todos os resultados esperados, minimamente a ABL sairá fortalecida e unida. Uma outra novidade no encontro é que a participação das demais lésbicas da rede que não conseguiram viabilizar sua ida a Porto Velho será possível via internet, pois a ABL usará da tecnologia para que o encontro seja realizado também via satélite.


Sobre a ABL:

A ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas foi fundada em maio de 2004 por ativistas do movimento de lésbica do Brasil. O objetivo da rede é instrumentalizar e qualificar politicamente novas lideranças de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, promovendo a criação e manutenção de grupos e /ou núcleos de mulheres lésbicas, bissexuais e/ou transexuais em grupos mistos, para que estes assumam a luta por nossos direitos.

Informações para a imprensa:

Denise Limeira – (69) 9207-8748

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Um Pacto lésbico feminista - Para colocar em prática tudo aquilo em que acreditamos!







Durante a realização do SEMINÁRIO NACIONAL DIVERSIDADE DE SUJEITOS E IGUALDADE DE DIREITOS NO SUS, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com os Movimentos Sociais, nos dias 08, 09,10 e 11 de Maio de 2009, mulheres lésbicas e bissexuais brasileiras, militantes das redes Coletivo de Lésbicas Negras – CANDACES, Articulação Brasileira de Lésbicas, Liga Brasileira de Lésbicas, Rede Afro GLBT e E-jovem se reuniram para discutir diretrizes para a realização do XII SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas, que será realizado nos dias 5 a 8 de Dezembro, em Porto Velho – Rondônia.

No decorrer das discussões, chegou-se a conclusão, que para pautar as ações realizadas conjuntamente pelo movimento de mulheres lésbicas e bissexuais, seria necessário a formulação e concretização de um pacto lésbico feminista, que paute princípios norteadores das relações entre as redes, tanto em nível nacional, como em nível local.

(Militantes lésbicas discutindo o pacto de solidariedade lésbico feminista)

Portanto, no dia 11 de maio de 2009, representantes destas redes se reuniram e pautaram coletivamente, quais s
eriam esses princípios, os quais seguem elencados:

Ética;
Respeito;
Solidariedade;
Horizontalidade;
Circularidade;
Transparência;
Combate ao racismo e todas as formas de discriminação e
Inclusão e solidariedade.


As signatárias comprometeram-se em pautar o pacto em suas redes, bem como colaborar para a sua manutenção.

Para que isso se tornasse viável, foi criada uma lista de discussão virtual, cujo endereço é http://groups.google.com.br/group/pacto-de-solidariedade-lesbico-feminista, o objetivo da lista é criar um vinculo solidário entre as militantes das redes, com a valorização das mulheres envolvidas, pautarem ações para a execução contínua do pacto e mediar o eventual descumprimento dos princípios pactuados. A lista é aberta para demais integrantes das redes que queiram contribuir efetivamente para a manutenção dos princípios e também a militantes independentes que se sintam contempladas.

"Creio, alguém lembrará de nós no futuro".(Safo de Lesbos - 640 a.c)
" Liberdade é pouco. o que eu desejo, ainda não tem nome" (Clarice Lispector)
"É pela paz que eu não quero seguir admitido", (Marcelo Yuka- O Rappa)
“ O amor é essencial o sexo um acidente pode ser igual pode ser diferente” ( fernando pessoa).


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corpos-expectadores de uma Tevê


Desde 2007 Tatiana Valente e Maurileni Moreira integrantes da companhia de dança contemporânea PONTO DANÇA vem desenvolvendo uma pesquisa em dança, a qual consiste em absorver movimentações, comportamentos e gestos em mulheres que assistem televisão por mais de 5 horas por dia e sejam moradoras de locais violentos. Mesclando a corpos construidos, os nossos, com técnicas de artes maciais (capoeira e jiu jitsu) e aliados a estudos sobre a televisão tentar construir um exercicio em dança e posteriormente um espetáculo de dança contemporanea.
Esta pesquisa foi contemplada pelo IV EDITAL DAS ARTES DA SECULT. Neste momento temos um exercício que chamamos de EXERCÍCIO DO ID o qual é mais uma tentativa de imaginar o inimaginável que é a construção do imaginário individual e o reflexo disso nos corpos-expectadores a partir do contato com a enxurrada de informações emitidas pela TEVÊ.

"ESTE PROJETO É APOIADO PELA LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA - Nº13.811, DE 16 DE AGOSTO DE 2006."

SESC-IRACEMA 5 E 10 REAIS

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Lições contra o preconceito
Fonte: Comitê de Sustentabilidade / Revista Época)

Com a ajuda de escritores, ilustradores e movimentos sociais, a ONG brasiliense Indica lança em 2.600 escolas públicas de todo o Brasil, apartir do dia 6 de julho, uma coleção de nove livros de apoio àdiversidade, ilustrados sobre temas como orientação sexual, raça,gênero e deficiência, acompanhados de um audiolivro para deficientesvisuais com todas as histórias, trilha sonora e um encarte em braile.

Essa coleção faz parte do projeto Bem-Me-Quer, desenvolvido pela ONGbrasiliense Indica, o Instituto dos Direitos da Criança e doAdolescente, com o objetivo de dar lições sobre preconceito ediversidade para crianças da pré-escola ao ensino fundamental.
Esse instituto foi fundado em 2002 pelo libanês Agop Kayayan,ex-representante no Brasil do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para aInfância. Segundo Kayayan, a ideia surgiu depois que ele constatou que o preconceito pode ter maior impacto sobre crianças do que sobreadultos. "A discriminação é uma das principais causas da violênciaentre crianças. A criança discriminada sofre mais e perde muito de suaautoestima", afirma.

Para ajudar a melhorar o ambiente das escolas, o Indica organiza mostras de vídeo, eventos culturais e reuniões comeducadores sobre diversidade. Mas a distribuição de livros infantis éa iniciativa mais ambiciosa da ONG, que tenta fazer um acordo com oMinistério da Educação para incluir a coleção na lista de publicaçõe sindicadas pelo órgão do governo para que a discussão sobre diversidade possa alcançar todas as escolas.

Para viabilizar o projeto, ocoordenador editorial Alex Chacon reuniu 14 autores e ilustradores do Brasil, da Argentina e do Chile. Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a pedido do Ministério da Educação, em 501 escolas públicas do país, mostra que a discriminaçãoem sala de aula é generalizada: 99,3% das pessoas entrevistadas demonstraram ter algum tipo de atitude preconceituosa. Entre os alunos, 19% já viram algum colega negro ser vítima de perseguiçãopelos colegas, aquilo que os anglo-saxões chamam de bullying.
Classe social e orientação sexual, nessa ordem, completam a lista dos motivos mais frequentes para práticas discriminatórias. Ao confrontar os dados das escolas com os resultados da Prova Brasil 2007, constatou-seque o desempenho dos alunos piora de acordo com o índice depreconceito nas instituições. "Em escolas com nível mais acentuado deatitude preconceituosa e bullying, a nota média de português ematemática foi menor", afirma o coordenador da pesquisa, José AfonsoMazzon.

É natural que melhorando o ambiente, tornando-o mais propício,com respeito à diversidade, o desempenho dos alunos melhore e oaprendizado se torne mais proveitoso. Antes de serem publicados, ostextos e as ilustrações da coleção foram avaliados por psicólogos emembros de ONGs de minorias, que sugeriram alterações e o uso determos politicamente corretos. Outra preocupação foi garantir aqualidade artística do material, inclusive o Indica também elaborou umguia para orientar os educadores sobre o uso dos livros em sala deaula.

Para o idealizador do projeto, Agop Kayayan, a coleção éapenas o primeiro passo para combater o preconceito no país. Ascrianças aprendem com os adultos a discriminar outras crianças e adolescentes diferentes em religião, cor de pele, classe social e outros fatores. A ideia é ajudar a criança a reconhecer o preconceito, perceber que, às vezes, deixa de ser amiga de outra criança porpreconceito e levar isso em conta em suas decisões, inclusive fazendo com que a criança leve essa discussão para fora da escola, influenciando seus pais a mudarem de comportamento, diminuindo esse problema no Brasil.

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ações de Resistência Feminista em Honduras

Se vc acompanha jornais, ou nosso blog... já tá sabendo a algazarra que está em honduras...
Prestes o país votar um referendo... PIMBA
golpe de estado!
Assistam um vídeo sobre a resistencia feminista em honduras:

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Tirem as Capelas dos orgãos púplicos!

A conquista foi do Matizes, grupo de lésbicas do Piauí! eo LAMCE
apoia D+!
Que tal a gente unir forças: movimento LGBT +
movimento negro + movimento feminista, pra gente poder
fazer o mesmo?


MP proíbe capelas em órgãos públicos

Governo, prefeitura e entidades assinarão termo de
ajustamento de conduta.
O Ministério Público Estadual determinou a retirada de
imagens de santos e o fechamento das capelas de todos
os órgãos públicos do Piauí. Cerca de 14 entidades
representaram contra o governo e a prefeitura pedindo o
cumprimento da lei que garante o Estado Laico no Brasil.
O Piauí é o primeiro estado brasileiro a determinar o
cumprimento da medida. As entidades vêm lutando contra a
manutenção de imagens católicas há algum tempo. A ação foi
motivada pelo descontentamento de evangélicos que são
servidores públicos.

O promotor Edílson Farias propôs a assinatura de um
Termo de Ajustamento de Conduta, onde os órgãos
públicos são obrigados a retirar as imagens e fechar as
capelas, acatando as justificativas das entidades,
embasadas na Constituição Federal.Segundo o promotor,
o MPE fará um estudo do caso de cada órgão para
determinar as condições e o prazo para o cumprimento
dos termos. “Vamos estudar cada caso e redigir os termos.
Cada órgão vai assinar em separado. Os órgãos militares,
por exemplo, têm uma legislação específica.
Nós vamos estudar essa legislação para saber como será
o termo”, declarou.

Porém, a advogada da Igreja Católica Adriana Ferro, principal
instituição prejudicada com a decisão, “o Estado Laico permite
o culto às imagens, não quer dizer que o país tenha que ser
ateu”. Já para o babalorixá Luanderssir de Oxum, o que
as entidades querem é somente o cumprimento da Lei Federal
.

Matéria Publicada em 30/06/09, 13:20

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Hoje tem LAMCE na TV!


Hoje, participamos de um debate ao vivo pela TV O Povo (Sintonize a TV O POVO nos canais 48 (TV aberta), 23 (NET) e 11 (TV Show)).
O Debate de uma hora foi sobre o tema Reprodução Assistida, e além de Alessandra Guerra do LAMCE, estavam o Dr. Marcos, ginicologista especialista em reprodução humana e o Frei Antonio Mozart, Diretor da Revista Vozes.

Pra quem quiser assistir o Debate, ele terá reprise hoje, as 20:00h na mesma TV!

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AMB contra o golpe militar em Honduras

imagen retiradas do blog da Marianna Pesah (http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com/)

Nós, da Articulação de Mulheres Brasileiras vimos a publico nos solidarizar com as organizações feministas, de mulheres e outros movimentos sociais, que bravamente estão resistindo ao brutal golpe de estado sofrido pelo governo do Presidente Manuel Zelaya Rosales e todas aquelas/es que defendem a democracia em Honduras.
Condenamos e repudiamos os diversos atos de violência, seqüestro e intimidação, deflagrado pela Corte Suprema de Justiça, com apoio das Forças Armadas e oligarquia hondurenha, no dia 28 de junho, com o intuito de impedir a participação democrática da população e negar suas aspirações de transformação social e política no país.
Nós, movimentos sociais que lutamos por liberdades democráticas, principalmente na América Latina, somos todos (as) vítimas desse golpe que nos faz revisitar a história e reavivar nossos temores, mas também nossas formas múltiplas de resistência e solidariedade. Portanto nos juntamos a todas as pessoas e movimentos sociais para exigir:

-O não reconhecimento do novo governo imposto pela força;
-O rápido restabelecimento da ordem constitucional, sem violência;
-A não repressão ao povo de Honduras que exige o retorno a democracia;
-Que se respeite a integridade física das mulheres, crianças e todas as lideranças políticas e sociais que estiveram a frente da consulta e agora na defesa do restabelecimento do Estado de direito;
-O imediato retorno do Presidente Manuel Zelaya a suas funções em Honduras e o não reconhecimento a Micheletti por parte da OEA:
-Que as autoridades garantam o direito da população ao pleno exercício da participação democrática, através da consulta popular.


ARTICULAÇÃO DE MULHERES BRASILEIRAS:
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DO ACRE
FORUM DEENTIDADES AUTÔNOMAS DE MULHERES DE ALAGOAS
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DO AMAPÁ
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DO AMAZONAS
FORUM DE MULHERES DE SALVADOR
FORUM CEARENSES DE MULHERES
FORUM DE MULHERES DO DISTRITO FEDERAL
FÓRUM DE MULHERES DO ESPÍRITO SANTO
FÓRUM GOIANO DE MULHERES
FORUM ESTADUAL DE MULHERES MARANHENSES
FORUM DE MULHERES DE MATO GROSSO
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DO MATO GROSSO DO SUL
FORUM DE MULHERES DA GRANDE BELO HORIZONTE
FORUM DE MULHERES DA AMAZÔNIA PARAENSE
REDE DE MULHERES EM ARTICULAÇÃO DA
PARAÍBA
FORUM DE MULHERES DA PARAÍBA
FORUM DE MULHERES DO PARANÁ
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DE PERNAMBUCO
ARTICULAÇÃO DE MULHERES PIAUIENSES
ARTICULAÇÃO DE MULHERES BRASILEIRAS – RJ
FÓRUM ESTADUAL DE MULHERES DO RIO GRANDE DO NORTE
FÓRUM MUNICIPAL DA MULHER DE PORTO ALEGRE
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DE RONDÔNIA
NÚCLEO DE MULHERES DE RORAIMA
FÓRUM DE MULHERES DE SANTA CATARINA
ARTICULAÇÃO DE MULHERES DE SÃO PAULO
FÓRUM DE MULHERES DE SERGIPE
ARTICULAÇÃO DE MULHERES TOCANTINENSES
Na América Latina a AMB integra a Articulação Feminista Marcosur e o Comitê de Mulheres da Aliança Social Continental e o LAMCE faz parte do FCM que integra a AMB :)
A Articulação de Mulheres Brasileiras é uma organização política não-partidária, que articula e potencializa a luta feminista das mulheres brasileiras nos planos locais, nacional e internacional.
Visite o site:www.articulacaodemulheres.org.br

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

+ algumas fotos...

Luanna e Dani

Casal + que bonito... Elitânia e Tainã!

Ellen e Regina (GAPA)

Temos ORGULHO de ser LAMCE


Ellen Tão bonita! mesmo com a perna doendo foi pra parada!


Novas Bruxinhas

Apresentação do Documentário sobre homofobia nas escolas feito pela Fábrica de Imagens...


Seminário do GRAB
(Apresentando a programação da nossa Parada e fazendo crítica ao processo)


Alessandra (eu)

E você tem + fotos? mande pra gente pô! rssss

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A gente saiu no zona mix :)

Click no link

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A parada já passou, a parada já passou!


Esse ano, pela primeira vez em 10 anos, eles não abriram a parada!

Pq a comissão de frente, ficou atrás da gente!


ficou atrás da gente, ficou atrás da gente!



E depois de tantas e mais tantas reuniões, dores de cabeça, oficinas, intervenções e realmente muita, muita briga contra o patriarcado cor de rosa, nesse exato momento em que a X parada definitivamente chegou ao fim, o que nos resta é celebrar a rede de solidariedade de lésbicas e bissexuais de Fortaleza!
E Tu é sapatão? Então manda + fotos pra gente! (lamcegrupo@hotmail.com)

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Domingo, 28 de Junho de 2009

Funk da solução




E para quem está acompanhando nossas mobilizações para a X Parada e ainda nãos sabe cantar o funk da solução, (mas morrre de vontade de aprender) aí vai a letra que está abalando as estruturas do patriarcado Cearense!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Funk da soluçao (edição especial para a X Parada)


Então acaba, acaba acaba com a moral

então destrói, destrói, destrói a família


dercy beijo cuidado, dercy beijo cuidado

dercy beijo me liga, dercy beijo me liga.


A X Parada é da Diversidade

E não de uma Ong especifica da cidade

De uma ong da cidade

De uma ong da cidade


Nós há muito tempo lutamos contra o machismo

Mas no movimento a olho nu pode ser visto

Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo

Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo


Lésbicas e bi, querem visibilidade

Na letra deste funk

Afirmar identidade

Pela visibilidade reafirmar identidade

Pela visibilidade reafirmar identidade


se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno

se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno

porque criou o inferno? Porque criou o inferno?

porque criou o inferno? Porque criou o inferno?


se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher

se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher

ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser

ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser


a violência que existe, ainda mais a sexual,

Não é uma escolha nem comum e nem normal

a violência sexual não é comum nem é normal

a violência sexual não é comum nem é normal


O aborto, o aborto, o aborto é ilegal

O aborto, o aborto, o aborto é ilegal

a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano

a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano


se a raça, se a raça não é uma preocupação

façamos, façamos o governo das negona

o governo das negonas, o governo das negonas

o governo das negonas, o governo das negonas


no mundo, no mundo a miséria é geral

no mundo, no mundo a miséria é geral

destrói o capital, destrói o capital,

destrói o capital, destrói o capital,


se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão

se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão

seria revolução, revolução das sapatão

seria revolução, revolução das sapatão


Lésbicas e bi, querem visibilidade

Na letra deste funk

Afirmar identidade

Pela visibilidade reafirmar identidade

Pela visibilidade reafirmar identidade


Mulheres se organizam aqui em verso e prosa

Na luta por direitos contra o machismo cor de rosa

Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa

Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa


Na letra deste funk muita rima ainda existe

Mas não canto agora, o momento não permite!

o momento não permite

o momento não permite

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

E o trio do LAMCE?

Olá, mulheres que acompanham nosso Blog!
Tem muita gente perguntando.. "Como faço pra conseguir uma credencial pro trio do LAMCE?".

Desde que o LAMCE surgiu, todo ano, para nós, era um orgulho ver o nosso trio, ou o trio das lésbicas, na Av. Beira-mar, no dia da Parada.

O Trio, para nós sempre foi sinonimo de VISIBILIDADE, coisa que nos foi negada, pelo histórico processo de invisibilidade da mulher lésbica e bissexual, trazido junto com o patriarcado para nossa sociedade.

O mundo é gay? talvez, mas só dos gays mesmo. Para exemplificar, a madrinha da parada esse ano, é Vânia Dutra, ex presidente da associação das primeiras damas! Nós definitivamente, não achamos legal, homenagear uma pessoa só por que ela é mulher de um prefeito, governador ou presidente. Nós Queremos visibilidade para as mulheres, sem os homens. Não acreditamos que uma mulher deva sempre estar vinculada a uma imagem masculina. Mulheres são capazes sem os homens! Somos seres humanos completos, com capacidade intelectual plena, não queremos reforçar a ideia patriarcal heterossexista, e parece que é exatamento isso que está sendo reforçado, ao homenagear uma primeira dama. Não sabemos o que realmente fez Vânia Dutra merecer o título de madrinha da parada. Nós tentamos dialogar com o movimento que a elegeu madrinha. mas não houve diálogo. Queríamos pela primeira vez uma mulher lésbica como madrinha da parada. e não fomos sequer levada em consideração.

Outro exemplo, é o tema da Parada esse ano.....

40 anos de stonewall, 30 anos de movimento homossexual brasileiro, 20 anos de GRAB e 10 anos de Parada. E a luta do movimento continua.....

Nós mulheres lésbicas e bissexuais, não nos vemos, não nos enxergamos nesse tema. Várias conquistas do movimento lésbico deveriam estar enlencadas, já que estamos falando de movimento LGBT, e não só as conquistas dos Gays, ou melhor, conquistas que foram de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais e que aparecem na história como sendo conquista de gays! . esse ano é ano de SENALE, é ano histórico para as lésbicas. a palavra homossexual, não nos contempla, quando a gente fala em homossexual, a gente lembra dos gays, não lembra das mulheres.

Isso tudo e mais um monte de coisas nos mostra que o processo de invisibilidade patriarcal, se dá até mesmo nas construções do movimento que deveria se chamar LGBT, mas que na realidade é GLBT.

Por isso, o primeiro trio de lésbicas, a 4 anos atrás nos fez comemorar uma vitória contra a invisibilidade patriarcal!

Mas esse ano, nós fizemos uma analise crítica de nossa participação na parada.

Não só o LAMCE, mas o grupo DIVAS, o Coletivo de Jovens Feministas do Ceará, o Fórum Cearense de mulheres, a Marcha Mundial de Mulheres e outros movimentos e ainda, várias mulheres independentes.

E nós, resolvemos que esse ano NÃO VAI TER TRIO DE LÉSBICAS. pq?

- Um trio custa no mínimo 10.000,00 e acreditamo q que essa grana, se fosse investida em formação política, e em visibilidade participativa (não só pra quem tá em cima do trio) seria muito + útil.

-O trio não é um lugar seguro. o ano retrasado, uma garota que estava em cima do trio do LAMCE, esbarrou em um fio elétrico e caiu e teve o braço quebrado, tendo que ir pro IJF no meio da parada...
-Quem sobe no trio não é nem 0,1% da parada. quem não sobe, fica lá em baixo querendo subir, e não dá! o trio só cabe cerca de 25 pessoas! e quem sobe é só o movimento. não queremos distanciamento das mulheres, nós somos movimento, mas na verdade todo mundo deveria ser! não queremos ter o privilégio de subir no trio e outras mulheres não!

-São muitos trios na parada! acaba parecendo que a parada é uma espécie de Fortal, cada trio, uma banda e a galera dançando. Nós não concordamos com esse modelo de parada. queremos uma parada, onde possamos reivindicar nossos direitos. queremos visibilidade política e não visibilidade turística!

Por essas e outras, vamos nos concentrar (Todas as mulheres lésbicas e bissexuais e todas + que se sentirem convidadas) na frente do trio oficial. Com uma batucada de + de 40 batuqueiros, faixas e cartazes para fazer a nossa parada + política e não turística....

E fizemos outro tema, para nossa parada!


Para que isso aconteça de maneira que nossa participação não fique invisível, no meio da multidão da parada, vamos no sábado dia 27 uma oficina de cartazes, faixas, pirulitos e standards. temos vários materiais: tecidos, tnt, tinta, lantejoulas, fitas, canetas, cola colorida, pra todas as mulheres fazerem sua própria bandeira e levar para a Av. Beira-mar no dia da parada, para suas reivindicações.


Contamos com a presença de todas vocês, não só na na nossa caminhada na Parada, mas também na oficina de preparação!



JUNTAS SEREMOS + FORTES E MUITO + VISÍVEIS.

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A Parada tá chegando!!!!!!!!!! (clique na imagem para ampliar)


A parada está aí...Domingo que vem!
E as mulheres lésbicas e bissexuais se organizaram e estão arrazando na visibilidade!
Sábado passado, foi nossa primeira ação contra o patriarcado e a invisibilidade lésbica, com uma ação políica na Ponte Metálica - Ponto turístico de Fortaleza que está sendo palco de lesbofobias e resistência da galera LGBT de Fortaleza.
Sexta feira uma intervenção política e artística vai ser realizada na Praça da Gêntilandia, com uma tribuna livre pra todo mundo dizer o que pensa sobre lésbianidade, bissexualidade, patriarcado, homofobia, feminismo e diversidade sexual.
E sábado vai rolar uma super oficina no teatro da praia, com diversos materiais pra costumização de camisetas, confeção de cartazes, faixas, standarts no Teatro da Praia (Rua José Avelino, 662 praia de iracema)
E domingo, no GRANDE DIA, vamos estar todas na frente do trio oficial, com uma bandeira enorme do arco-irís e muitas surpresas!
Compareçam na oficina, construam a visibilidade das mulheres lésbicas e bissexuais na
X Parada pela Diversidade Sexual do Ceará....




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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Resistindo ao patriarcado e a invisibilidade

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Aguardem....

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Essa é para os meninos


Por que um homem amar outro homem é ....

QUEBRAR PADRÃO SOCIAL HETEROSSEXISTA



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DESCONSTRUINDO OLHARES: POR UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL PELA EQUIDADE E DIVERSIDADE.




IV MOSTRA DE VÍDEOS DA FABRICA DE IMAGENS:
DESCONSTRUINDO OLHARES: POR UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL PELA EQUIDADE E DIVERSIDADE.


LOCAL:
Centro Cultural Oboé
Rua Maria Tomásia 531, Aldeota
Quinta-feira, 18 de junho de 2009

HORÁRIO:
13h30

PROGRAMAÇÃO:


13h30min MESA DE ABERTURA


  • Marcos Rocha – Presidente da ONG Fábrica de Imagens
  • Sérgio Araújo de Sousa – Departamento de Sustentabilidade e Meio-ambiente da Coelce
  • Tibico Brasil – Assessor do Ambiente de Comunicação Social do BNB
  • Francisco J. Gómez Durán – Assessor Cultural da Embaixada da Espanha no Brasil / AECID


14h EXIBIÇÃO DOS VÍDEOS PRODUZIDOS PELOS JOVENS DO NÚCLEO DE REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL E DO PROJETO OUTROS OLHARES DA FÁBRICA DE IMAGENS.


15h30minRODA DE CONVERSA SOBRE A TEMÁTICA DESCONSTRUINDO OLHARES: POR UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL PELA EQUIDADE E DIVERSIDADE.


  • Rejane Reinaldo – Coordenadora de Gestão da Secult/Ce.
  • Ana Cláudia Peres – Assessora de Comunicação Popular da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Fortaleza
  • Adriano Caetano – Educador do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB)
  • Cintya Rafaella e Rodrigo Paulino – Jovens Realizadores dos Vídeos do Projeto Outros Olhares.


16h30minCoffee-Break

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Juventude Terrazul inicia campanha sobre Mudanças Climáticas


Juventude Terrazul inicia campanha sobre Mudanças Climáticas

Para dar início a campanha sobre as Mudanças Climáticas no Ceará, a Juventude Alternativa Terrazul inicia hoje, dia 15 de junho, até o dia 30 de junho as inscrições para o 2° ano da Escola de Formação da Juventude. Este ano a Escola terá formações políticas sobre Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. A proposta é que as juventudes possam conhecer equalificar o debate sobre os temas relacionados ao clima, entendendo não só os fenômenos ambientais, mas também os acordos político-econô micos que estão sendo construídos internacionalmente e que afetarão a vida de todos e todas.

As negociações sobre as questões climáticas já começaram e deverão ser acordadas durante a 15° edição da Conferência das Partes (COP 15) das Organizações das Nações Unidas (ONU), substituindo o Tratado de Kyoto e a Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo o estudo publicado em 2008 pela ONG britânicaInternational Institute for Environmental and Development (IEED), jovens e crianças serão os mais afetados pelas mudanças no clima, já que estarão mais vulneráveis a riscos como o aumento no número de doença, aumento no preço dos alimentos, aumento de epidemias entre outras.

Organizado pela Juventude Alternativa Terrazul, em parceria com o Instituto Florestan Fernandes, FADOC- Brasil (Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base) e a Solidarité Socialiste (Solsoc), a Escola de Formação da Juventude terá duração de 8 meses ( julho de 2009 a fevereiro de 2010). Durante o período, os jovens participarão de cinco seminários temáticos que irão ocorrer aos sábados e domingos: Mudanças Climáticas (introdução), Água, Terra, Ar e Fogo (fontes energéticas). Em seguida, ocorrem as oficinas de educomunicação (fanzine, rádio, teatro, vídeo e publicidade) .

Poderão participar das formações, jovens de 14 a 29 anos. Serão aceitas inscrições individuais e de organizações de juventude (centros acadêmicos, associações comunitárias, coletivo jovem de meio, etc). Ao todo, serão selecionados 50 (cinquenta) jovens. O texto completo da Chamada Pública está disponível no Blog Vozes de Gaia (www.juventudeterrazul.blogspot.com).

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail juventudeterrazul@ gmail.com ou ainda pelo telefone (85) 32810246.

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Dia das namoradas

O dia das namoradas já passou, mas olhem que massa os cartões que o Estruturação - Grupo LGBT de Brasília preparou para esse dia das namoradas...
Quem quiser é só salvar e sair mandando por aí...














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Seminário virtual para jovens feministas,

Seminário virtual para jovens feministas, é todo em espanhol, mas todas as meninas se ajudam para entender o que uma e outra falam, ótima oportunidade de formação :)


¿Existe un proyecto feminista para la transformación social?
Jóvenes, diversidades y proyecto feminista.
Encuentros y desencuentros

17 a 26 de junho
La preocupación de la REPEM por facilitar procesos de reflexión y formación que fortalezca la práctica política feminista de mujeres y organizaciones socias se extiende a mujeres jóvenes en la región, para lo cual hemos adelantado la estrategia de Seminarios Virtuales de discusión. Es así como ya se han realizado dos seminarios virtuales en donde se contó con amplia participación de jóvenes de toda la región; el primero: ¿Existe un proyecto feminista para la transformación social? (22 de octubre al 5 de noviembre de 2007) y el segundo: ¿Existe un proyecto feminista para la transformación social? Interculturalidad y Feminismos, (11 al 17 de agosto de 2008).
Siguiendo esta línea de discusión abrimos la convocatoria a participar del III Seminario Virtual para REPEM Jóvenes feministas: ¿Existe un proyecto feminista para la transformación social? Jóvenes, diversidades y proyecto feminista. Encuentros y Desencuentros, a realizarse entre el 17 y 26 de junio de 2009.
Invitamos a jóvenes líderes, mujeres y hombres, interesados/as en el tema a inscribirse para participar en el Seminario, en un rango de 15 a 29 años de edad. Para ello proponemos enviar un correo electrónico (hasta el 15 de junio) a 3svrepemjov@gmail.comInvitamos com con la siguiente información:
- Nombre
- Edad
- Organización a la que pertenece
- Temas de interés
- Datos de contacto
o Mail
o Dirección
o Nos. de teléfono

Existe un proyecto feminista para la transformación social?
óvenes, diversidades y proyecto feminista.
y desencuentros
La mecánica del Seminario se desarrollara a partir de dos ponencias centrales sobre las cuales se espera desencadenar el debate y reflexión en torno al tema, sus implicancias y sus desafíos. A cada ponencia le sigue un espacio de comentarios, ideas y participaciones que enriquezcan el debate para luego ser cerrado con comentarios finales de las ponentes.
Finalmente, se elaborará una sistematización cuyos resultados serán enviados a todas las participantes del mismo, a finales del mes de julio.
Esperamos contar con una participación amplia, puedes circular esta información entre colegas y amigas‐os que consideres que les puede interesar esta discusión.
Las/os esperamos…
Janneth Lozano Ana Falú
Coordinación General REPEM Directora UNIFEM Brasil y Países del Cono Sur
Consultas:
laredva@repem.org.uy
www.repem.org.uy

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ONU critica a representação negativa da mulher no Brasil

retirado do Boletim Mensal do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero - Edição nº 1, ano 1

ONU critica a representação negativa da mulher no Brasil

Segundo a organização mundial, a forma como as mulheres são vistas na sociedade contribui para a violência contra elas.

ONU critica a representação negativa da mulher no Brasil

Na semana passada, o Comitê das Nações Unidas de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais lançou uma avaliação sobre o cumprimento de tratados de direitos econômicos, sociais e culturais na Austrália, Brasil, Chipre, Camboja e o Reino Unido. No entanto, a avaliação lançada é apenas inicial. Um documento completo, construído a partir de relatórios periódicos enviados pelos países em questão, está em fase de finalização.

Nessa avaliação inicial, o principal elogio feito ao Brasil foi a adoção da Lei Maria da Penha, em 2006, que prevê a repressão da violência doméstica contra as mulheres, incluindo o auxílio às vítimas. Ainda em relação à população feminina, a ONU elogiou a retirada, do Código Penal, do conceito discriminatório de “mulher honesta”, que era aplicado em determinados casos da violência sexual contra as mulheres e muitas vezes era utilizado para justificar o abuso contra aquelas que eram consideradas “desonestas”. O relatório também ressalta a introdução, em 2003, do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego, para coordenar políticas públicas de emprego para grupos vulneráveis, incluindo indígenas, afro-brasileiros e mulheres.

O Comitê, no entanto, demonstrou preocupação com relação à representação, na cultura brasileira, das mulheres . Segundo a avaliação, essa representação está presente na cultura nacional de maneira generalizada e não apenas nas mídias. O texto da ONU não traz detalhes, mas sugere que a representação das mulheres como indivíduos inferiores aos homens poderia torná-las mais vulneráveis a todos os tipos de violência.

Além das críticas relacionadas às desigualdades de gênero no país, o relatório também chamou a atenção para a cultura da violência e da impunidade do Brasil, destacando as ameaças sofridas por defensores dos direitos humanos. O comitê também observou o grande número de brasileiros trabalhando em circunstâncias similares à escravidão ou sujeitos a formas desumanas de trabalho, particularmente no desmatamento e na colheita de cana de açúcar. Finalmente, destacou também que o desflorestamento continuado impacta negativamente na garantia dos direitos econômicos, sociais e culturais no Brasil.


Sugestões

Uma das maiores críticas do relatório foi feita às políticas públicas destinadas a conter o avanço do número de "crianças de rua". O comitê sugeriu que o Brasil tome medidas eficazes e apropriadas para assegurar-se de que essas crianças tenham garantidos os seus direitos à educação, ao abrigo e à saúde.

Outra sugestão foi feita no sentido de reforçar a ação de enfrentamento do analfabetismo, em particular em áreas rurais e nas comunidades afro-brasileiras. Além disso, apontou para a necessidade de que o país continue a reforçar seus mecanismos legais e institucionais para o combate àdiscriminação no mercado de trabalho e para facilitar o acesso igual ao emprego para mulheres e para as pessoas que pertencem às minorias raciais, étnicas e nacionais.

Além disso, as medidas de seguridade social (previdência) para as populações em situação de maior vulnerabilidade econômica foram criticadas. Foi sugerido que o país intensifique esforços para regularizar a situação dos trabalhadores da economia informal, permitindo-lhes acesso à proteção social básica.

Para acessar o conteúdo original (em inglês), clique aqui. A próxima sessão do Comitê das Nações Unidas de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais será realizada em novembro e irá avaliar os relatórios enviados pela Coréia do Sul, Polônia, Madagascar, República do Congo e Chade.

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Respeito a diversidade humana na OEA



COALIZÃO DE ORGANIZAÇÕES LGBTTTI DE 17 PAÍSES DE AMÉRICA LATINA E DO CARIBE TRABALHANDO NO MARCO DA OEA PRESENTES NA APROVAÇÃO DA SEGUNDA RESOLUÇÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS, ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO

por Marcelo Ferreyra


A Organização dos Estados Americanos (OEA) reunida em sua 39ª Assembléia Geral em San Pedro Sula- Honduras, no período de 1 a 4 de Junho, aprovou por segunda ocasião, uma resolução sobre direitos humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero nos países das Américas.

Esta resolução é considerada um sucesso do trabalho de incidência e coordenação realizado durante 3 anos por 24 organizações LGBTTTI de 17 países integradas numa Coalizão de América Latina e Caribe, que se reúne todo ano antes da Assembléia Geral para coordenar seus trabalhos de incidência no marco da OEA.

No diálogo informal que se deu entre o Secretário Geral da OEA e a sociedade civil em San Pedro Sula, José Miguel Insulza, Secretario Geral, destacou a importância de que a secretária realizasse um relatório especial sobre crimes de ódio e situações de violação de direitos humanos às pessoas por sua diversidade sexual.

Posteriormente no marco do diálogo entre os chefes das delegações dos Estados membros e a sociedade civil, Claudia Sosa Medina, mulher transgênero hondurenha, leu uma declaração na que ativistas de Honduras, Chile, Argentina, México, Colômbia, Peru, República Dominicana, Paraguai, Brasil, Equador, Surinam, Guyana, Nicarágua, Jamaica, Trinidad e Tobago, Grenada e Belice, solicitaram aos chanceleres dos países integrantes da OEA, intervir ante atos de violência contra as pessoas lesbianas, gays, bissexuais, trans e intersex da região.

A Coalizão manifestou sua preocupação pela omissão do conceito de identidade e Expressão de Gênero do parágrafo quinto da Declaração de San Pedro Sula, que faz referência à violência gerada pela discriminação nota: “A identidade de gênero de travestis, transgêneros e transexuais é parte fundamental de nossa liberdade individual e construção identitária”.

Por sua vez, a representante do governo de Estados Unidos recordou o compromisso do Presidente Barack Obama em apoiar leis para o desenvolvimento de políticas que reconheçam os direitos da população LGBT e destacou a adesão de seu país à declaração da ONU sobre orientação sexual e identidade de Gênero e manifestou seu repúdio às chamadas “leis de sodomía”.

Brasil recordou que estava patrocinando o projeto de resolução “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero”, enquanto Colômbia ressaltou que para seu governo o tema é importante, pois em seu país o congresso instrumentou mecanismos para eliminar atos discriminatórios para grupos que integram a população da diversidade sexual.

Finalmente Saint Kitts & Nevis se opôs a toda classe de violência a qualquer classe de orientação da conduta humana.
A noite durante a quarta sessão plenária foi apresentado o Relatório Anual do Conselho Permanente à Assembléia Geral (2008-2009) que contém as resoluções adotadas pelo Conselho Permanente, entre as que se encontra a resolução AG/RÊS. 2504 (XXXIX-Ou/09) Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero, cujo texto, não só ratifica o avançado o ano passado com a resolução AG/RÊS. 2435 (XXXVIII-Ou/08) titulada “Direitos Humanos, orientação sexual e Identidade de Gênero”, senão que ademais faz referência à Declaração sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero apresentada à Assembléia Geral das Nações Unidas o 18 de dezembro de 2008 .

A nova resolução, apresentada por Brasil, destaca por condenar não só os atos de violência e violações de direitos humanos perpetrados contra indivíduos por causa de orientação sexual e identidade de gênero senão ademais manifesta sua preocupação pela violência enfrentada pelos defensores de direitos humanos que trabalham em temas relacionados com este tipo de violações, instando aos Estados a assegurar sua proteção e solicitando à Comissão Interamericana de Direitos humanos e ao Sistema Interamericano em geral o tomar ações neste tema. Reitera ademais à Comissão de Assuntos Jurídicos e Políticos (CAJP) que inclua o tema de orientação “sexual e identidade de Gênero” em sua agenda antes do seguinte período ordinário de sessões.

Como Coalizão, celebramos a aprovação desta segunda resolução que consideramos um dos resultados tangíveis e históricos do trabalho de incidência iniciado no final de 2006 por Global Rights, Mulabi - Espaço Latinoamericano de Sexualidades e Direitos e IGLHRC – Programa América Latina, através de impulsionar a criação desta coalizão para incidir na inclusão das categorias de orientação sexual e identidade e expressão de gênero no Anteprojeto de Convenção Interamericana Contra o Racismo e toda Outra Forma de Discriminação e Intolerância.

Agradecemos a UNDP, OEA, Astraea Lesbian Foundation for Justice, e a Global Rights o apoio para nossa participação nesta assembléia.

Participaram pela Coligação de Organizações LGBTTTI da América Latina e Caribe no marco da OEA:

AIREANA - Camila Zabala – Paraguay, Colectivo TTT San Pedro Sula- Claudia Sosa - Honduras, COLECTIVA MUJER y SALUD, Julie Betances - República Dominicana, CORPORACIÓN PROMOCIÓN DE LA MUJER, Soledad Varela - Ecuador, CORPORACION OPCION, Diana Navarro - Colombia, ENTRE-TRANSITOS - Camilo Andrés Rojas - Colombia, GRENCHAP - Kimany Parke - Grenada, HUMANA NACION TRANS-Hazel Gloria Davenport - México, IGLHRC - Marcelo Ferreyra – Argentina, INSTITUTO RUNA-Belissa Andia – Perú, ASOCIACIÓN LIDERES EN ACCION -Germán Rincón - Colombia, SURINAME MEN UNITED - Kenneth Van Endem - Suriname, MULABI, ESPACIO LATINOAMERICANO DE SEXUALIDADES Y DERECHOS- Marina Bernal- México- Colombia, ORGANIZACIÓN DE TRANSEXUALES POR LA DIGNIDAD DE LA DIVERSIDAD Andrés Rivera – Chile, REDE NACIONAL AFRO-LGBT - Edmilson Medeiros - BRASIL, J-FLAG - Maurice Tomilson – Jamaica, RED LACTRANS - Marcela Romero- Argentina, RED TRANS Nicaragua - Silvia Martínez – Nicaragua, SOCIETY AGAINST SEXUAL ORIENTATION DIDSCRIMINATION- Namela Baynes Henry - Guyana, UNIBAM - Devon Gabourel - Belize, VELVET UNDERGROUND Angela Francis - Trinidad y Tobago. Como Parceiro da Coalizão: Stefano Fabeni - Global Rights

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

jah era hora!

Informando...

Brasília, 08/06/2009
Ensino profissional pode chegar a travestis
Ministério do Trabalho propõe criar cursos de capacitação específicos para integrar travestis e transexuais ao mercado de trabalho formal

Crédito: ANTRA/ Divulgação
DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

Uma proposta de criação de um plano específico para qualificação profissional de travestis e transexuais foi apresentada na primeira semana de junho pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cursos ensinariam ofícios à população de travestis como forma de oferecer chances de inserção no mercado de trabalho formal. A idéia foi anunciada durante o I Seminário de Políticas Públicas de Trabalho, Oportunidades e Previdência para Travestis e Transexuais, que reuniu em Brasília lideranças do movimento LGBT (que reúne lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e membros do governo.

“A maioria dos travestis não consegue emprego formal por preconceitos por conta de sua apresentação física e vai para a prostituição”, diz Eduardo Santarelo, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. “A gente não quer que essa seja a única opção”, completa. Ele afirma que muitos travestis e transexuais sequer completaram o ciclo escolar básico, já que muitos se sentem estimulados a fugir da escola e ir para as ruas por conta do preconceito.

Os cursos oferecidos seriam parte de uma estratégia que o Ministério já adotou com outras populações vulneráveis, como negros e beneficiários do Bolsa Família. Os Planos Setoriais de Qualificação permitem que vários postos de atendimento local cadastrem desempregados e ofereçam a formação. Há parcerias com empresas de diferentes setores, de forma que os formados têm chances de já saírem empregados.

Neste caso, o Ministério propõe um Plano para toda a comunidade LGBT. Não há prazo para o início das atividades, mas Santarelo espera que até o fim do ano já o programa tenha início. Até o meio de julho, as entidades participantes do seminário em Brasília devem formalizar um relatório com sugestões, inclusive de que tipo de cursos podem ser oferecidos para atender melhor os travestis e transexuais.

Outras áreas

O seminário foi proposto pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais). Além do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Direitos Humanos, compareceram representantes do Ministério da Educação, da Previdência Social e do o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Santarelo afirma que não há dados sobre a população de travestis no Brasil e que os órgãos do governo não conhecem seu tamanho ou suas demandas. “O objetivo é que essas entidades de mobilização nos ajudem a conhecer melhor”, afirma.

“Essa população vive a exclusão quase total de qualquer serviço público, de trabalho, de saúde, de segurança...”, argumenta Santarelo. “O preconceito afasta ela de qualquer tipo de benefício, ela vive a margem”.

Além da proposta de ensino profissional, o seminário discutiu previdência e educação. Santarelo explica que qualquer um pode ter acesso a previdência, desde que contribua. A proposta do seminário é que grupos do ANTRA, que são divididos por Estado, passem a conscientizar travestis e transexuais da possibilidade de contribuir. “A lei de previdência não discrimina, o profissional do sexo também pode contribuir como autônomo”, conclui Santarelo.

Para a educação, a idéia principal é evitar a exclusão por conta do preconceito. Uma das principais bandeiras da ANTRA é que, nos serviços públicos, haja espaço para que o travesti se identifique com dois nomes (o de batismo, masculino; e o escolhido por ele, feminino) e que seja tratado pelo nome que preferir.

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Domingo, 7 de Junho de 2009

Outro Mundo é possivel?

apenas se pensarmos, denunciarmos, nos organizarmos....

Que tal?

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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Pesquisa: Lésbicas são melhores mães

Não que achemos que as mulheres lésbicas devem reforçar a maternidade compulsória, mas existe quem queira filhos, e é bom saber, que pra essas pessoas, as vezes até o preconceito que sofrem,  vale alguma coisa. . .
Pesquisa: Lésbicas são melhores mães
Crianças criadas por lésbicas têm menos chances de sofrerem de depressão e anorexia
Por Redação
Publicado em 3/6/2009 às 17:15
Fotos
Crédito: Reprodução
As dificuldades vividas pelas lésbicas são positivas para os filhos

De acordo com estudo da Universidade de Copenhague, filhos de lésbicas têm menos possibilidades de desenvolver doenças psíquicas do que crianças que cresceram com pais heterossexuais.

A pesquisa concluiu que 5% das crianças de família heterossexual desenvolveram condições como depressão e anorexia entre 1992 e 2008, em oposição a 2% das crianças que foram criadas por duas mães.

Merete Lauberg, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Copenhague, disse que uma razão para essa diferença seria que mães lésbicas encontram mais resistência em suas vidas do que pais homossexuais. “Resistência faz você mais forte, e isso pode ser passado para os filhos”, afirmou.

Outra razão é que as mães lésbicas se esforçam mais para terem filhos, segundo o psiquiatra Per Hove Thomsen: “Vários pais encontram dificuldades para gerar filhos, mas mães lésbicas encontram dificuldades particulares. As lésbicas tiveram que fazer esforços extras para ficarem grávidas e isso pode ter tido efeito nas crianças.”

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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Transexualidade no Irã

Vídeo para reflexão:

Como pode um país que criminaliza a homossexualidade, fazer cirurgias de mudanças de sexo humanizadas?

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Nesta vida!

Surreal a sensação de te observar
Entre vestidos e saias....
Minha mente viaja....
MúsicasImagens
Vejo os olhos e viajo....
Seu compasso me envolve...
Suas vontades de mulher menina me chamam pra bem perto de ti!
E naquela manhã no seu quarto prometi
não deixar ninguém mandar em nossas saias....
que estariamos nesse compasso de paixões e sentimentos...
Enfrentando o mundo, enfrentando nossos medos...
Tirando do armário todos aqueles receios
Todos os nossos vestidos e saias...


Mariana Costa!

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Princípios de Yogyakarta

Em novembro de 2006, especialistas independentes da ONU, integrantes de comitês de direitos humanos, acadêmicas/os e defensoras/es de direitos humanos das pessoas GLBTT se reuniram em Yogyakarta, Indonésia para definir diretrizes sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação sexual e identidade de gênero. Desse encontro, saiu os Príncipios de Yogyakarta, documento que vem ajudado bastante a diminuir as violações de direitos das pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Confiram o vídeo do lançamento dos Principios no Brasil:

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

+ um pouco sobre SENALE

E essa vai pra quem não se aguenta esperar até Dezembro para a próxima edição do SENALE...
Segue o vídeo da penultima edição... olha como essas militantes estavam diferentes a alguns poucos ainhos atrás....

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Um filme sem sexo

Seria bom, mas como não é, a gente afirma!

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Conheça um pouco + sobre o LAMCE (click nas imagens para ampliar)





















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Textos indicáveis pra quem queira montar grupo de discussão lésbico

Alguns textos super interessantes para discutir lesbianidade e feminismo foram postados pela Janaína no Mídia Feminista (http://midiafeminista.ning.com), e como sabmos que nem todo mundo está lá nesse espaço, resolvemos publicar as dicas no blog do LAMCE. Espero que todas tenham muitas travem guerrilhas mentais anti patricarcais com essas leituras...

Textos indicáveis pra quem queira montar grupo de discussão lésbico
Por Janaína (http://hysterocracya.blogspot.com/)







IDENTIDADE LÉSBICA

A mulher que se identifica com a mulher, RadicaLesbians
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/wiw.htm


Lésbicas em Revolta – Charlote Bunch
http://patriarkill.wordpress.com/2007/11/12/5/#respond

Ninguém Nasce Mulher – Monique Wittig
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=26460538&tid=526...
http://midiafeminista.ning.com/forum/topics/ninguem-nasce-mulher
http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...

Ochy Curiel – Repensando o Lesbianismo Feminista
http://hysterocracya.blogspot.com/2007/11/pensando-o-lesbianismo-fe...

Identidade Nômade, um desafio (Mas o que é ser lésbica? O que é ser mulher?) – Tânia Navarro Swain
http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...

Preferência versus Orientação
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/preferencia.htm


HETEROSEXUALIDADE

O Pensamento Hetero – Monique Wittig
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/pensamentohetero.htm

Compulsory Heterosexuality and Lesbian Existence, Adrienne Rich
http://www.terry.uga.edu/~dawndba/4500compulsoryhet.htm

heterosexualidade obrigatória/compulsória e existência lesbiana, adrienne rich em espanhol. Texto 'compulsório'. Rs.

https://www.u-cursos.cl/derecho/2008/2/DIPMUJ/1/material_alumnos/ob...


MOVIMENTO LÉSBICO

http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...

http://yanmaria.blogspot.com/2008/06/movimiento-lsbico-autnomo.html

http://midiafeminista.ning.com/forum/topics/subvertendo-o-patriarca...



SEPARATISMO LÉSBICO

Algumas reflexões sobre separatismo e poder – Marilyn Frye
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/separatismoepoder.htm

Some thoughts on lesbian separatist estrategy
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3693/is_199512/ai_n8724047/


SOCIALISMO LÉSBICO

Lesbianismo y Sindicalismo, Yan Maria Castro
http://yanmaria.blogspot.com/2008/06/lesbianismo-y-sindicalismo.html


INVISIBILIDADE

Visibilidade e Lesbianismo
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=70

El Armário como Coartata, Beatriz Gimeno Reinoso
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=240

Repensando el publico y lo privado, Beatriz Gimeno Reinoso
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=221



HISTORIA LÉSBICA

Breve historia Del lesbianismo
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/2004/lesb04...

Historia Del Lesbianismo en el ocidente (aldarte)
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=69


TEORIAS LÉSBICAS

Breve reseña de las teorias lésbicas – Jules Falquet
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/2004/lesb04...

El pos-modernismo em la teoria lesbiana y gay, Sheila Jeffreys
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/lesb_posmod...


SEXUALIDADE LÉSBICA

A Arte do Friccionamento, Valeria Flores
http://hysterocracya.blogspot.com/2007/12/tribadismo-arte-do-fricci...

La Revolucion Sexual Lesbiana, Sheila Jeffreys
http://www.ucm.es/info/rqtr/biblioteca/Estudios%20Lesbicos/La_Revol...



RELAÇÕES ABERTAS

TRECHO DE 'Lesbianismo: um lugar de fronteira' de Margarita Pisano
http://patriarkill.wordpress.com/2008/01/02/9/#respond






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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

II Convocatória LAMCE

O grupo LAMCE – Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará convida todas as mulheres lésbicas e bissexuais, organizadas ou independentes, para uma discussão sobre a participação das mulheres lésbicas e bissexuais na X Parada pela Diversidade Sexual do Ceará.
A discussão se realizará dia 28 de maio, hj, as 18:30h na Praça da Gentilândia (em frente ao CRESS). 
A participação das mulheres nas paradas é um tema que está sendo discutido amplamente pelo movimento de mulheres lésbicas brasileiro, a exemplo da campanha Tem Mulheres na Parada!!! (http://blog.clickgratis.com.br/dellasnaparada/), realizada pelo Movimento D´Ellas do Rio de Janeiro. 
Já estão sendo realizadas discussões a cerca da 10° edição da Parada pela Diversidade, que está sendo organizada pelo GRAB –Grupo de Resistência Asa Branca em parceria com alguns colaboradores da entidade.
Aguardamos a presença de todas para juntas construímos uma parada pela diversidade no Ceará. 

Atenciosamente,
Diretoria Colegiada
LAMCE http://grupolamce.blogspot.com

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Olá pessoas! nós do LAMCE estivemos reunidas com outros sujeitos do movimento LGBT e com o movimento de crianças e adolescentes em Brasília no ínicio deste mês, para discutir estratégias de enfrentamento a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. Esse momento é histórico, pois nunca
houve anteriormente uma discussão séria de como enfrentar as milhares de injustiças que são cometidas contra adolescentes LGBT.
O resultado da oficina, que durou 2 dias, é essa carta que colamos aqui pra vocês....





CARTA DE BRASÍLIA



Os Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (filiados a ANCED), as organizações de defesa de direitos de crianças e adolescentes e organizações do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT que estiveram reunidos na oficina Direitos Humanos e Diversidade Sexual do Adolescente, realizada em Brasília nos dias 06 e 07 de maio de 2009, com o propósito de debater e apontar diretrizes para a promoção, defesa e garantia dos Direitos Sexuais como Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes declaram que:

A plena afirmação de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos passa pelo reconhecimento do exercício da sexualidade como um direito fundamental desses sujeitos. Para a afirmação dos direitos sexuais é fundamental garantir informação, livre expressão, bem como respeitar a autonomia e responsabilidade das crianças e adolescentes no desenvolvimento e exercício de sua sexualidade, livres de qualquer forma de preconceito, humilhação, omissão ou violência.

Os setores comprometidos com a garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes precisam ter como princípios de sua atuação: a necessária afirmação de um Estado laico e o enfrentamento aos fundamentalismos religiosos; rompimento com posturas que reproduzam hierarquias de gênero; garantia do direito de crianças e adolescentes à livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero, respeitando sua condição de pessoas em desenvolvimento.

Para a efetivação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes é necessário o desenvolvimento de projetos, programas e políticas públicas intersetoriais comprometidos com:

§ A efetiva participação de crianças e adolescentes na construção de propostas político-pedagógicas de promoção, defesa e garantia de seus direitos sexuais;
§ Garantia do acesso à informação sobre sexualidade, ligada à educação em direitos humanos, numa perspectiva emancipatória e inclusiva;
§ Afirmação da garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, como ação efetiva no enfrentamento ao abuso e exploração sexual;
§ Reconhecimento e afirmação da diversidade sexual;
§ Afirmação de toda forma de violência, discriminação, preconceito, humilhação, constrangimento por orientação sexual e identidade de gênero como violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Cientes da necessária mudança de concepções e práticas para a afirmação dos direitos sexuais como direitos humanos de crianças e adolescentes, entendemos ser de fundamental importância promover espaços de formação e debate que envolvam o conjunto de atores do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, bem como ativistas dos movimentos feminista e LGBT; e inclusão do tema dos direitos sexuais de crianças e adolescentes em Conferências e Fóruns do movimento de garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Brasília, 07 de maio de 2009.
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

ESCOLA SEM HOMOFOBIA

* Por Luanna Márley



Promover e facilitar a discussão aprofundada e qualificada da lesbofobia, homofobia e transfobia nas escolas, congregando lideranças do movimento LGBT, gestores estaduais e municipais da Educação, representantes dos Comitês Gestores Estaduais do Programa Saúde e Prevenção as Escolas (MEC/Ministério da Saúde) e das Comissões Estaduais de Direitos Humanos, este são os objetivos do Projeto ESCOLA SEM HOMOFOBIA.

Nas cidades de Belém, Salvador, Brasília, São Paulo e Curitiba, acontecem os encontros regionais do Projeto, através de seminários que apresentam a proposta do projeto, bem como os produtos e resultados que ele pretende atingir.

A Finalidade do Projeto é contribuir para a implementação do Programa Brasil sem Homofobia pelo Ministério da Educação, através de ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro.

Assim, entre os dias 26 e 27 de maio, na cidade de Salvador, está sendo realizado um dos Encontros Regionais do Projeto Escola Sem Homofobia. Do estado do Ceará, estão representantes do movimento LGBTT de Juazeiro do Norte, Fortaleza, bem como gestores da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual, e do Governo do Estado do Ceará, através das Coordenações Regionais de Desenvolvimento da Educação - CREDE´s.

Para Felipe Lopes, da Coordenadoria de Políticas Publicas para Diversidade Sexual – Prefeitura de Fortaleza, “esse encontro é essencial para a criação de diretrizes e estratégias que devam ser aplicadas e implementadas pela Prefeitura de Fortaleza, no âmbito da rede municipal de ensino, a fim de enfrentar e erradicar a lesbo/homo/transfobia nas escolas!”.

Negra Cris, militante lésbica negra, do Grupo AJOBI e da Rede Afro LGBT, diz que “o mapeamento da questão da homofobia nas escolas como forma de visibilizar esta problemática é muito importante, pois o encontro além promover a troca de experiência, estamos nos fortalecendo enquanto educadores/as e militantes!”

Adriana Cynthia, Coordenadora da 1ª Coordenação Regional de Desenvolvimento da Educação do Governo do Estado do Ceará, afirma que este Projeto “está vindo num momento propício. Para quem está na ponta trabalhando com as escolas, percebemos o quanto há uma evasão escolar e a discriminação quanto aos LGBT, por exemplo, em relação às travestis, existem problemas quanto ao corriqueiro uso de um banheiro, bem como o despreparo dos/as professores/as que por desconhecimento, por preconceito não conseguem abordar o tema. A porta de entrada para chegar ao professor/a é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas-SPE.”

Para o LAMCE o grande desafio é: realmente implementar estas Políticas voltadas para Educação e enfrentamento à lesbofobia, transfobia e homofobia em cada Estado brasileiro, tendo em vista que existe e é imposta de forma violenta a heterossexualidade como obrigação, o machismo e os tabus que dificultam realmente o trabalho voltado para a Educação e os Direitos Humanos LGBTT. É preciso estreitarmos os laços entre movimento e gestores/as e, principalmente, fortalecer o controle social e investirmos na EDUCAÇÃO.


DICA DE VÍDEO:

ESCOLA SEM HOMOFOBIA

Vídeo educativo centrado nas oficinas realizadas com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias sobre a temática da homossexualidade nas escolas. Mostra como a vivência na escola pode ser um caminho para o exercício da cidadania plena e um ambiente de respeito à diversidade sexual.

Produção ABIA (2006) – Sistema DVD
Direção: Vagner De Almeida e Luciana Kamel
Duração: 18 minutos

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Foda-se os homofóbicos

Vídeo muito engraçado, um tanto "gaycentrico", mas mesmo assim muito engraçado!
Foda-se a homofobia, foda-se os homofóbicos.. rss




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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Beijaço amanhã!



Há uma semana pessoas de orientação sexual gay e lésbica sofreram violência psicológica e física, por demonstrarem afeto em público. Duas garotas foram expulsas da ponte, e um outro grupo de pessoas, dentre elas pessoas homossexuais, ao perceber que se tratava de preconceito, colocaram-se ao lado das garotas e questionaram os seguranças da Servis sobre o motivo que impedia as meninas de continuar no local. A resposta foi ironia, mais preconceito, e depois agressões verbais. Um estudante, também homossexual, questionou de forma um pouco mais incisiva a ação dos seguranças e obteve como resposta uma “voadora” na cocha.Passados sete dias, queremos voltar lá e mostrar que as pessoas têm a liberdade de fazer a opção sexual que quiserem, e ninguém pode impedir ninguém de se gostar e desfrutar da cidade como qualquer um. A idéia é fazermos um “Beijaço”, amanhã, às 15 horas, na Ponte.Quem achar que essa causa também lhe diz respeito, por favor, compareça! Não esconda o seu posicionamento. Apareça!O que: BeijaçoQuando: Amanhã, sábado, dia 23 de maio, às 15 horasOnde: Ponte da Praia de Iracema
Apareçam!!!!!!!!!!!!!!!



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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

CARTA DE BRASÍLIA - sáude



CARTA DE BRASÍLIA


Durante a realização do SEMINÁRIO NACIONAL DIVERSIDADE DE SUJEITOS E IGUALDADE DE DIREITOS NO SUS, promovido pelo Ministérioda Saúde em parceria com os Movimentos Sociais, nos dias 08, 09,10 e 11 de Maio de 2009, representantes da Gestão Estadual e Municipal de Saúde, e de Organizações do Movimento Negro, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), Comunidades de Religiões de Matriz Africana, Ciganos, Movimento Nacional da População de Rua, Movimentos Populares de Saúde – MOPS, Povos do Campo, da Floresta e das Águas, Adolescentes e Jovens, por consenso, apresentam a seguinte carta:

Considerando o modelo de desenvolvimento capitalista, que gera desigualdades e injustiça social, subtraindo o sentido dos sujeitos em favor das lógicas de mercado e do lucro, e determinando as condições de vida, trabalho e de saúde das populações da cidade, do campo, da floresta e das águas; Considerando que os processos históricos da nossa sociedade se estruturaram a partir do capitalismo, do patriarcado, do sexismo, do racismo, do adultocentrismo, da heterossexualidade obrigatória e da heteronormatividade, as quais geram misoginia, relações assimétricas de gênero, lesbofobia, transfobia, homofobia, discriminação étnico-racial e todas as modalidades de preconceitos; Considerando o avanço do fundamentalismo religioso enquanto recurso ideológico que ameaça o estado laico, violando os direitos humanos; Considerando a ausência de projetos políticos sociais coletivos que alimentem o tecido social baseados nos paradigmas da solidariedade e da justiça social; Considerando a relevância da diversidade étnico-racial, cultural, territorial, religiosa, orientação sexual, identidade de gênero, idade e os modos de
produção de vida e trabalho; 3 Considerando o fortalecimento das práticas populares de saúde, incluindo a educação e o cuidado à saúde como estratégias que devem ser consideradas
para o enfrentamento das iniqüidades em saúde; Considerando a importância da participação e do controle social, na formulação de políticas e no acompanhamento da gestão do SUS como estratégia fundamental para a consolidação e a consagração do direito à saúde; Considerando as Políticas de Saúde Integral da População Negra e de Saúde Integral da População do Campo e da Floresta aprovadas e pactuadas pelas instâncias do SUS; Considerando as demandas das populações cigana, em situação de rua, LGBT, povos e comunidades tradicionais, e outras populações em condições de exclusão no acesso ou de discriminação no SUS; Nós, participantes do SEMINÁRIO NACIONAL DIVERSIDADE DE SUJEITOS E IGUALDADE DE DIREITOS NO SUS, exigimos:
1- Aprovação, publicação oficial e implementação das Políticas e Planos Operativos da diversidade: Política Nacional de Saúde Integral das Populações Negra, LGBT, do Campo, da Floresta e das Águas, em Situação de Rua, Povos e Comunidades Tradicionais, e ampla divulgação na mídia, sociedade civil e movimentos organizados, e em todas as esferas de gestão do SUS.
2- Garantia de ampla participação e controle social desses segmentos e sujeitos na gestão do SUS, e participação no processo de monitoramento e avaliação da implementação das políticas nos diversos territórios.
3- Imediata qualificação e organização da rede de serviços do SUS para o atendimento humanizado, respeitando a diversidade e as necessidades singulares dos sujeitos.
4- Garantia da participação dos diversos sujeitos e movimentos organizados na implementação das Políticas de Educação Permanente e Gestão do Trabalho, e de Educação Permanente para o Controle Social do SUS, incluindo a temática da diversidade no conjunto de ações de qualificação dos gestores, trabalhadores e conselheiros da saúde, e de desprecarização do processo de trabalho.
4
5- Reconhecimento de que os sujeitos em sua diversidade produzem conhecimentos, saberes e práticas em saúde, bem como a necessidade do fortalecimento da educação popular, com vistas à construção de uma Política de Educação Popular no campo da saúde.
6- Garantia de orçamento e financiamento específico para implementação das políticas em todas as esferas de gestão.
7- Fomento para pesquisas e extensão em saúde que atendam a diversidade dos sujeitos, garantido sua ampla divulgação e acesso.
8- Garantia da intersetorialidade na formulação de políticas, bem como na gestão, planejamento e execução das ações, como forma de avançar no direito à saúde dos povos, reforçando a necessidade de articulação intrasetorial para atingir a integralidade do SUS.
Nós, sujeitos da diversidade, reiteramos a defesa intransigente do SUS, dos princípios da universalidade, da integralidade e da equidade na saúde e da inclusão da diversidade sexual e de identidade de gênero, multiétnica e pluricultural nas ações de atenção integral à saúde. Da mesma forma, reafirmamos o SUS como Patrimônio Social Cultural Imaterial da Humanidade, e como resultado da luta dos/as trabalhadores/as e movimentos populares pelo direito à saúde.
Brasília, 11 de maio de 2009


AGENDA POLÍTICA NACIONAL
1. Garantir a inserção da Política Nacional de Saúde Integral das Populações Negra, do Campo e da Floresta nos Planos Estaduais e Municipais de Saúde e agilizar o processo de implementação de Políticas para populações em situação de exclusão no SUS, comprometendo as três esferas de gestão.
2. Defender e divulgar a Equidade como bandeira política do SUS.
3. Promover a criação de instâncias estaduais e municipais para o enfrentamento das iniqüidades em saúde.
4. Efetivar os Planos Nacionais de Enfrentamento da Epidemia de Aids entre Gays, HSH e Travestis, e o de Feminização da Aids.
5. Inserir a temática de acolhimento que contemple a diversidade e as especificidades da população brasileira na Política Nacional de Humanização.
6. Criar protocolos de atendimento que contemplem a atenção e o cuidado para os grupos sociais específicos em situação de iniqüidade em saúde.
7. Promover o reconhecimento das comunidades tradicionais de terreiros, nas três esferas de gestão do SUS, como espaço de promoção da saúde.
8. Fomentar a intersetorialidade das ações e a transversalidade da atenção à saúde para os diversos sujeitos sociais, nos diferentes territórios brasileiros.
9. Fomentar o desenvolvimento de estratégias de preservação do ambiente e desenvolvimento sustentável, garantindo a segurança da saúde dos/as trabalhadores/as nas diversas comunidades.
10. Efetivar as ações de promoção da equidade em saúde nas escolas, em articulação com o Programa Saúde na Escola e Escola sem Homofobia. 
11. Qualificar e garantir as ações do Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário.
12. Divulgar e participar da Caravana em Defesa do SUS como estratégia de consolidação da Reforma Sanitária e do direito à saúde.
13. Disseminar os conteúdos e ações discutidos neste Seminário junto aosEstados e Municípios e divulgá-los, massivamente, buscando todos os meios de comunicação.
14. Realizar Seminários Regionais, com envolvimento de Gestores e Conselhos sobre a Promoção da Equidade em Saúde, de forma democrática e participativa.
15. Ampliar a participação social para além dos espaços instituídos de pactuação e de gestão.
16. Garantir a representação, nos Conselhos de Saúde, das populações em situação de iniqüidade, fortalecendo sua participação.
17. Promover o reconhecimento, pelos gestores, da diversidade dos sujeitos na garantia do direito à saúde e estímulo à participação de todos os segmentos, incluindo comunidades e povos tradicionais, pessoas com deficiência e portadores de HIV.
18. Implementar Colegiados de Gestão nas Unidades do SUS com representação dos movimentos populares.
19. Incluir conteúdos relativos ao enfrentamento das iniqüidades em saúde nos processos de Educação Permanente dos profissionais da saúde garantindo a reforma curricular e o financiamento destas iniciativas.
20. Construir processos de educação popular em saúde como estratégia de aprendizagem para gestores e trabalhadores da saúde, e movimentos sociais.
21. Adequar os currículos das universidades garantindo que os profissionais de saúde tenham formação em gênero, etnia e determinação social da saúde, tornando os profissionais e o SUS mais comprometidos com a diversidade e os processos de saúde-doença.
22. Potencializar a participação dos segmentos sociais na construção dos conteúdos programáticos dos cursos de humanização e outros programas do SUS.
23. Capacitar os profissionais de saúde em Língua Brasileira de Sinais (Libras) na atenção e no cuidado à pessoa portadora de deficiência.
24. Promover a defesa do SUS e da Emenda Constitucional 29, garantindo o direito a saúde.
25. Assegurar os direitos sexuais e reprodutivos como forma de preservação e de promoção da saúde das mulheres heterossexuais, bissexuais e lésbicas, garantindo o atendimento seguro aos casos de abortamento reduzindo, especialmente, a mortalidade das mulheres negras.
26. Assegurar os direitos humanos e à saúde da juventude negra, com construção de estratégias para a garantia do atendimento integral (pronto e pós-atendimento), buscando: a) a redução da morbimortalidade deste segmento, vítima da ação letal das polícias militares, civis, federais, guardas municipais e de grupos para-militares sob a justificativa de combate e repressão ao tráfico de drogas; b) assegurar os direitos de jovens em situação de cárcere ou cumprindo medidas sócio-educativas, e de dependência de substâncias psicoativas, entendendo a questão das drogas como questão de saúde pública; c) assegurar os direitos sexuais e reprodutivos às jovens negras.
27. Promover a participação das Secretarias Estaduais de Saúde no debate sobre a reformulação do modelo de segurança pública com a perspectiva de assegurar uma Política de Segurança Pública que preserve a vida do/a cidadã/o.
28. Garantir a laicidade do estado respeitando todas as religiões que constituem a Nação Brasileira.
29. Fortalecer a presença das populações cigana, em situação de rua, negra, do campo, da floresta e das águas, LGBT, povos tradicionais e comunidades de matriz africana, nas instâncias de controle social do SUS.
30. Incluir o saber ancestral de terreiro nas práticas de saúde considerando que os terreiros são, historicamente, lócus de promoção da saúde.

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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Hora da poesia....

Tranças desfeitas
E teus cabelos soltos
a envolver-me por inteira
Nunca te vi usando tranças
Mas desejo sempre
desfzê-las
Desejo ver-te por inteira
Imensamente, depois, dentro de mim...
Desejo teu rosto, teus lábios,
teu corpo, desejo teu
ser mulher, teu conhecimento.
Desejo ter pra possuir também
as tranças que há em mim!

Mariana Costa!

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Pra quem quer saber sobre SENALE - Sistematização das ultimas reuniões

Companheiras, seguem os relatos (construídos a varias mãos) das reuniões sobre o senale realizadas em Brasília, nos dias 09 e 11/05/2009, por ocasião do Seminário Nacional Diversidade dos Sujeitos e Igualdade de Direito no SUS.:
1. Informes Alessandra Guerra, da ABL resgatou os encaminhamentos da reunião realizada em Belém, durante o Fórum Social Mundial, na qual participaram mais de 100 lésbicas e bissexuais e indicou-se Brasília como sede do Senale. Em seguida, houve reunião em Brasília, na qual definiu-se a impossibilidade de o Senale acontecer no DF. Informou também que Denise, de Porto Velho, participaria virtualmente hoje, via MSN, mas a reunião presencial iniciou-se com muito atraso (aproximadamente 2 horas) e Denise não pode esperar.

Trouxe os informes das lésbicas de Porto Velho sobre a organização do Senale. A comissão organizadora local conseguiu até o momento:

- Hospedagem, alimentação e material a ser utilizado no seminário para 100 pessoas;

- há possibilidade de aumentar este número se for feito uma busca conjunta de recursos, para isso é necessário que tenhamos nítido que o Senale é de todas nós, assim devemos envidar esforços coletivos na busca de recursos, não deixando tudo por conta das companheiras de Porto Velho.

- Que os estados que busquem e consigam passagens que estas sejam distribuídas a partir de critérios construídos nos estados, para que não se exclua as lésbicas e bissexuais com menos acesso a recursos.

- Não é possível hospedagem solidária em função das condições climáticas locais, a hospedagem será apenas em hotel.

- Proposta de divisão das 100 (hospedagens, alimentação e material) pelos Estados: 3 lésbicas/bissexuais por Estado + as convidadas. Questões: - como ampliar este número?- como fazer para nenhuma rede se sentir prejudicada?- necessidade de definição da comissão política.

2. Número de participantes e estrutura. Em seguida aos informes abriram as discussões, centradas principalmente na questão do tamanho do Senale, com base na avaliação dos Senales anteriores.Encaminhamentos:

- O VII SENALE deve ter a participação de no mínimo 250 a 300 lésbicas e bissexuais.Ø Que até o final de junho seja repassado para a lista a perspectiva de estrutura e número de participante para que se avalie na lista o que fazer.

- Deverão ser garantidos acessibilidade, interpretes e materiais em braile. 

- Devem ser definidos critérios para distribuição das vagas para as participantes.

3. Definição do conceito de SenaleFoi resgatado o conceito do que é e para que queremos o Senale.Definição:O SENALE é um espaço de escuta, de socialização, de troca, de cultura, de convivência e de fortalecimento do movimentos de lésbicas e bissexuais no Brasil, não se constituindo como encontro de redes.O SENALE é o espaço maior de deliberação e de construção de agenda política do movimento de lésbicas e bissexuais.

4. Comissão organizadora e comissão políticaa. Comissão organizadora: constituída de lésbicas e organizações lésbicas do local sede do SENALE que garantirá a estrutura do Senale. b. Comissão Política NacionalA comissão política terá o papel de facilitadora, propositiva, canalizadora para junto com a comissão organizadora local dar direção política ao Senale. - incidir na direção política do Senale- critérios de composição:3 lésbicas/bissexuais por Rede Nacional3 lésbicas/bissexuais autônomas/ que não estão em nenhuma rede.Buscar assegurar nas indicações para compor a comissão política nacional a diversidade (geracional, étnica/racial, deficiência, entre outras), e pessoas que tenham experiências em organização de SENALES anteriores.critériosétnico racial, geracional, acessibilidadeindicação de que na comissão organizadora estejam pessoas que já organizaram o senale Observações:A metodologia será definida após a definição do número de participantes.Data: 05 a 08 de dezembro de 2009 Lista de Presença (09/05/2009):

Nome Organização E-mail

1. Carmen Lucia LuizLBL/SC carmenlucialuiz@uol.com.br

2. Lurdinha RodriguesLBL/SPlurodrigues@uol.com.br

3. Virginia NunesLilás / LBL/BAvirginialilas@yahoo.com.br

4. Cris SimõesABL / D'ellas/RJcrissimoes2002@yahoo.com.br

5. Alessandra GuerraLAMCE / ABL/CEaleguerradesigner@gmail.com

6. Claudia MatosGAMI / LBL/RNclaudiaeleide@hotmail.com

7. Lucelia MacedoABL / Mesclaludimacedo77@gmail.com

8. Silvana ContiLBL/RSsilvanaconti@uol.com.br

9. Ariane MeirelesLBL/ESarianemeireles@hotmail.com

10. Rosangela PimentaLBL/PErosangelapimenta@yahoo.com.br

11. Roseli Macedo SilvaCANDACES / RNroseli.candaces@yahoo.com.br

12. Leda RegoLEMA / MAledarego1@yahoo.com.br

13. Goretti GomesLBL / RNgamirn@hotmail.com

14. Janice Alves RodriguesABL / MAgrupoflordebacaba@yahoo.com.br

15. Edinalva dos Santos MonteiroMovimento de Lésbicas de Sergipe /mailto:ABLedynalvamonteiro@hotmail.com

16. Maria Fátima SilvaCANDACESmariafatimas@hotmail.com

17. Rosangela Castro zangecastro@yahoo.com.br

18. Edna Bordon LopesCANDACES Br / MSednalopes2001@yahoo.com.br

19. Laurilene Alvim LageCANDACES Br / RS

20. Veronica LourençoCANDACES/LBL / PBnegravera_omim@yahoo.com.br

21. Roselaine DiasLBL / RSroselainesilva.silva@yahoo.com.br

22. Rosangela Balbino da SilvaLBL / RNrorobalbino@hotmail.com

23. Fabiana FrancoLBL / BAfabianadacruzfranco@gmail.com

24. Rivania Rodrigues CANDACESrivania2007@gmail.com

25. Cintia Clara Ferreira da SilvaCANDACESCintiaclara_10@yahoo.com.br

26. Carmen Lucia RibeiroCANDACES / PIdenovopratu@yahoo.com.br

27. Marta AlmeidaCANDACESmartaalmeidafilha@hotmail.com

28. Sonia MoraesEstruturaçãosecretariageral@estruturacao.org.br

29. Maria José VenturaLBL / PIventuramazer@hotmail.com

30. Cinthia F. Gomes cinthia.fernanda@gmail.com

31. Adneuse TarginoLBL / PBaditargino2005@yahoo.com.br

32. Marylucia Mesquita PalmeiraLBL / CEmarymesquita@gmail.com




Continuação da reunião sobre VII SenaleBrasília – 11/05/2009

Neste dia nos reunimos apenas para ler e aprovar o relato da reunião para encaminhá-lo à lista Senale. Mas em função da chegada de novas companheiras, incluindo a companheira Denise Limeira, do Grupo Tucuxi, abrimos para o debate e propostas com base nos informes trazidos por Denise. Propostas:

1. Criar a comissão de mobilização do Senale nos estados de forma a garantir a participação mais ampla possível e facilitar a efetivação dos critérios para a seleção de bolsas.

2. Criar a comissão de comunicação do Senale com o papel de contribuir com a circulação e divulgação das informações de forma ágil; articular e garantir o material de divulgação e comunicação do Senale.

3. A comissão política nacional junto com a comissão organizadora local será a responsável pela seleção de bolsas para distribuição aos estados seguindo critérios estabelecidos. Nenhuma rede deverá ter privilégios em relação a passagens.

4. Realizar um pacto de solidariedade entre as 3 redes nacionais de lésbicas e bissexuais e outras redes presentes, considerando também as lésbicas autônomas que não estão em nenhuma rede. O objetivo é garantir que nenhuma rede, grupo, ou lésbica autônoma seja prejudicada ou privilegiada em relação as condições de participação no Senale. Foi marcada reunião para a tarde do dia de hoje, 11/05/2009.

Lista de Presença (09/05/2009):

Nome Organização E-mail1.

Goretti GomesGAMI / RNgamirn@hotmail.com

2. Janice Alves RodriguesGrupo Flor de Bacaba / MAgrupoflordebacaba@yahoo.com.br

3. Carmen Lucia LuizLBL/SCcarmenlucialuiz@uol.com.br

4. Rita TeixeiraABL / BAritateixeira@rocketmail.com

5. Roza BahiaRede Afronegonassa@yahoo.com.br

6. Claudia MatosLBL / GAMI / RNclaudiaeleide@hotmail.com

7. Denise LimeiraTucuxidenitucuxi@yahoo.com.br

8. Leda RegoABL / MAledarego1@yahoo.com.br

9. Alessandra GuerraABL/CEaleguerradesigner@gmail.com

10. Rosangela PimentaLBL/PErosangelapimenta@yahoo.com.br

11. Silvana ContiLBL/RSsilvanaconti@uol.com.br

12. Adneuse TarginoLBL / PBaditargino2005@yahoo.com.br

13. Helena Hartkede OliveiraLBL / RShhartke@superig.com.br

14. Roselaine DiasLBL / RSroselainesilva.silva@yahoo.com.br

15. Maria José VenturaLBL / PIventuramazer@hotmail.com

16. Cris SimõesD'ellas / ABL / RJcrissimoes2002@yahoo.com.br

17. Veronica LourençoLBL / PBnegravera_omim@yahoo.com.br

18. Carmen Lucia RibeiroLBL / PIdenovopratu@yahoo.com.br

19. Cintia Clara Ferreira da SilvaCANDACESCintiaclara_10@yahoo.com.br

20. Roseli Macedo SilvaCANDACES / RNroseli.candaces@yahoo.com.br

21. Edna Bordon LopesCANDACES-br / MSednalopes2001@yahoo.com.br

22. Laurilene Alvim LageCANDACES BR / RS

23. Yone LindgrenD'ELLAS / ABL /ABGLTyonelindgren@yahoo.com.br24. Rivania Rodrigues CANDACES-BR / PErivania2007@gmail.com


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Postado por Ale Guerra no Mulheres Autônomas em 5/16/2009 02:10:00 PM


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Alessandra Guerra

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Novidades do movimento LGBT em ambito nacional


Estar em brasília, fazendo movimentação pró cidadania LGBT e articulando o SENALE foi ótimo!



Primeiro estive no seminário Direitos humanos e diversidade sexual de Adolescentes, promovido pelo CEDECA-DF. Esta foi a primeira vez no Brasil que o movimento da criança e do adolescente chama oficialmente o movimento LGBT para debater e propor iniciativas para a afirmação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes e propor estratégias contra a violação dos direitos sexuais de adolescentes LGBT.


O seminário foi maravilhoso. fiz uma fala na mesa de debate: Um olhar do movimento LGBT sobre a violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes, e na minha fala expus além das violências cometidas contra os adolescentes (ex.expulsão de casa, mals tratos, violências) o resultado das oficinas do LAMCE sobre a temática da exploração sexual, e também um pouco do esforço que estamos fazendo pra levar essa discussão pro movimento LGBT, no pré congresso de enfrentamento a exploração sexual no III congresso da ABGLT e outros momentos. O Renato Roseno também fez uma fala, sobre marco-legal e depois debatemos o PLC 122. foi massa! Também tivemos falas da Fernanda Bevenutti, da Bruna, travesti adolescente que conheci nos processos do III Congresso Mundial de enfrentamento a exploração sexual de crianças e adolescentes, do Toni Reis, da Fernada Bevenutti, de Caio Varela e Beto de Jesus.


Deste seminário, construímos um documento, que assim que tiver em mãos, socializo para vcs.


Depois começou o Seminário do Ministério da Saúde sobre diversidade dos sujeitos e igualdade de direitos no SUS. confiram o vídeo que passou, na hora de entoar o hino, na abertura...





Ache outros vídeos como este em ABL - Articulação Brasileira de Lésbicas




Este evento, é pra discutir as especificidades de diversas populações além de LGBT: Ciganos, moradores de rua, pupulação de terreiro, povos da floresta, etc..


Dividi um quarto do hotel Phenícia, com Mãe Omim, mãe de santo do Rio Grande do Sul, foi uma experiencia maravilhosa. encaminho depois a carta LGBT que saiu do seminário.


Em dado momento deste seminário, dia 9 + específicamente, dei uma escapada (ui) para comparecer na Marcha da Maconha, em Brasília. Foi massa, quando grítavamsos para polícia: "Polícia, Polícia... maconha é uma delícia!"


O mais interessante do seminário, no entanto, foi a nossa aproximação com a LBL e o Candaces (rede de lésbicas negras) pra discussão do SENALE. nossa.... não tenho nem palavras pra descrever o que foi isso!


Depois repasso o relatório das reuniões...


depois tivemos o seminário de advocay do projeto aliadas. abaixo algumas fotos de nossas ações....


Vários estados fizeram apresentação de power point, sobre as ações de advocacy local. tenho a apresentação de todos salvas, se alguém desejar deixe um recado, ok?


Na programação também discutimos o atuação da ABGLT no executivo, tivemos a presença de 10 ministérios, marquei uma reunião com o ministério do turismo, para discutirmos a questão da exploração sexual LBGT e do tráfico de travestis.


Dentro da discussão do legislativo, com a Fátima Cleide, deliberamos que vamos infelizmente ter que FAZER UM SUBSTITUTIVO PARA O PLC 122, pois o projeto do jeito que está não será aprovado na comissão de constituição e justiça, pois o mesmo tem erros alguns erros, que estão impedindo que alguns senadores se posicionem a favor. Para dar encaminhamento a essa decisão, foi criado um grupo de trabalho, com representantes da ABGLT, ABL, ANTRA, E-JOVEM, REDE AFRO LGBT e representantes da frente parlamentar LGBT para elaborar um novo projeto.


O Deputado José Genoíno PT/SP falou sobre o novo projeto de lei que substitui o projeto da marta suplicy sobre união estável.


Também discutimos o advocacy no poder judiciário e foi ótimo.


Ao contrário dos outros seminários anteriores, esse teve uma ampla participação femininina, e muita participação de lésbicas.


Aproveitando Brasília, fiz visita aos acessores de nossos 3 senadores cearenses: Inacio, Patrícia saboya e Tasso Jereissate , convidando-os para participar do seminário LGBT no congresso nacional.


O seminário no congresso nacional, lotou a plenária 3 do anexo 2 da camara e ainda utilizou outra plenária com transmissão ao vivo em telão.Vários parlamentares compareceram, inclusive um idiota homofóbico, Paes de Lira (PTC-SP), que substitui o clodovil na camara, que provocou a revolta geral da galera....depois fizemos um ato em frente ao congresso nacional:




Depois disso, teve no Itamaraty o lançamento do plano nacional de políticas para LGBT.



Paulo Vanucchi, ministro da SEDH fez uma bela fala no lançamento e vários parlamentares se comprometeram com R$ para colocar o plano em prática....

Bom, é +ou - isso, quem quiser saber alguma cosa, é só perguntar que eu conto, quer dizer, só se você for aliado, rss





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Postado por Ale Guerra no Mulheres Autônomas em 5/16/2009 01:28:00 PM

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Sábado, 16 de Maio de 2009

A mulher que se identifica com a mulher


A mulher que se identifica com a mulher
(The woman-identified woman)
Radicalesbians (1970)



O que é uma lésbica? Uma lésbica é a fúria de todas as mulheres condensada até ao ponto de explosão. Ela é a mulher que, muitas vezes numa idade muito jovem, começa a actuar de acordo com a sua necessidade compulsiva de ser um ser humano mais completo e livre que - talvez então mas certamente mais tarde - a sociedade onde vive a deixa ser.
Estas necessidades e acções ao longo dos anos, conduzem-na a um conflito doloroso com as pessoas, situações, formas aceitáveis de pensar, de sentir e de comportamento, até se encontrar num estado de guerra permanente com tudo à sua volta e geralmente também com ela própria. Pode não estar totalmente consciente das implicações políticas do que para ela começou como necessidade pessoal, mas num dado plano não foi capaz de aceitar as limitações e a opressão imposta pelo papel mais básico da sua sociedade - o papel de mulher. O turbilhão que ela sente, tende a induzir uma culpa proporcional ao grau em que ela sente não estar de acordo com as expectativas sociais, e/ou eventualmente condu-la ao questionar e à análise do que o resto da sua sociedade mais ou menos aceita. Ela é forçada a desenvolver o seu próprio padrão de vida, muitas vezes vivendo grande parte da sua vida sózinha, aprendendo geralmente mais cedo que as suas irmãs heterossexuais acerca da solidão essencial da vida (que o mito do casamento esconde) e acerca da realidade das ilusões. Enquanto não conseguir expelir a pesada socialização que implica o ser mulher, nunca conseguirá estar em paz consigo própria. Porque ela se encontra entre a aceitação da visão que a sociedade tem dela - e nesse caso não se aceita a ela própria - e a compreensão do que esta sociedade sexista fez por ela e porque é funcional e necessário fazê-lo. Aquelas de entre nós que meditámos e tirámos conclusões sobre isso, encontramo-nos do outro lado de uma viagem tortuosa através da noite que pode ter durado décadas. A perspectiva que se ganha dessa viagem, a libertação interior do nosso ser, a paz interior, o amor real por nós próprias e por todas as mulheres, é algo a ser compartilhado com todas as mulheres - porque somos todas mulheres.
Deverá ser compreendido em primeiro lugar que o lesbianismo, tal como a homossexualidade masculina é uma categoria de comportamento possível apenas numa sociedade sexista, caracterizada por papéis sexuais rígidos e dominada pela supremacia do homem. Esses papéis sexuais desumanizam a mulher, definindo-nos como uma casta de apoio/serviço em relação à classe dominante dos homens e tornam os homens inválidos emocionais ao lhes exigir que sejam alienados dos seus próprios corpos e emoções de modo a executar eficientemente as suas funções económicas/políticas/militares. A homossexualidade é um produto secundário de uma forma particular de definir papéis (ou padrões aprovados de comportamento) com base no sexo; e como tal é uma categoria inautêntica (que não está de acordo com a "realidade"). Numa sociedade em que os homens não oprimissem as mulheres, e em que fosse permitido à expressão sexual seguir os sentimentos, as categorias de homossexualidade e heterossexualidade iriam desaparecer.
Mas o lesbianismo é também diferente da homossexualidade masculina e tem uma função diferente na sociedade. "Fufa" é uma forma depreciativa diferente de "paneleiro", embora ambos impliquem que não se está a actuar de acordo com o papel sexual socialmente atribuído - que não se é uma "verdadeira mulher" ou "verdadeiro homem". A admiração invejosa que se sente pela maria-rapaz e o sentimento de mal-estar sentido à volta de um rapaz efeminado apontam para a mesma coisa; o desprezo com que são encaradas as mulheres - ou aqueles que desempenham o papel feminino. E o investimento feito para manter as mulheres nesse papel desprezível é muito grande. Lésbica é a palavra, a etiqueta, a condição que mantêm as mulheres na linha. Quando uma mulher ouve esta palavra ser lançada na sua direcção, sabe que está a pisar o risco. Sabe que atravessou a terrível fronteira do seu papel sexual. Recua, protesta, reformula as suas acções para receber aprovação. Lésbica é uma etiqueta inventada pelo homem para atirar a qualquer mulher que queira ser sua igual, que tenha a audácia de desafiar as prerrogativas dos homens (incluindo a prerrogativa de todas as mulheres serem usadas como moeda de troca entre os homens), que tem a audácia de afirmar a primazia das suas próprias necessidades. Ter esta etiqueta aplicada a pessoas que estão activas no movimento de libertação das mulheres, é apenas o episódio mais recente de uma longa história; as mulheres mais velhas lembrar-se-ão que não há muito tempo, qualquer mulher independente que tivesse sucesso e não orientasse toda a sua vida à volta de um homem ouviria esta palavra. Porque nesta sociedade sexista, ser independente para uma mulher significa que esta não pode ser uma mulher deve ser uma fufa. Isto em si deveria dizer-nos em que pé as mulheres se encontram. Diz tão claramente quanto pode ser dito: mulheres e pessoa são termos contraditórios. Porque uma lésbica não é considerada uma "verdadeira mulher". E contudo, no pensamento popular, existe apenas uma diferença essencial entre uma lésbica e as outras mulheres: a orientação sexual - ou seja, depois de se retirar o papel de embrulho, deveremos finalmente compreender que a essência de ser "mulher" é ser fodida por um homem.
"Lésbica" é uma das categorias sexuais em que os homens dividiram a humanidade. Enquanto que todas as mulheres são desumanizadas sendo encaradas como objectos sexuais, ao serem objectos dos homens são-lhes oferecidas algumas compensações: identificação com o seu poder, o seu ego, o seu status, a sua protecção (dos outros homens), sentir-se como uma "mulher verdadeira", encontrar uma aceitação social ao aderir ao seu papel, etc. Se uma mulher se confrontar com ela própria ao confrontar outra mulher, existirão menos racionalizações e menos tampões para evitar o horror total da sua condição desumanizada. Aqui encontramos o medo inultrapassável de muitas mulheres em relação a explorar relações íntimas com outras mulheres: o medo de ser usada como objecto sexual por outra mulher, que não só não dará as compensações ligadas aos homens, mas que também revelará o vazio que é verdadeiramente a situação real da mulher. Esta desumanização é expressa quando uma mulher heterossexual descobre que a sua irmã é lésbica; ela começa a relacionar-se com a sua irmã lésbica como sendo um potencial objecto sexual atribuindo o papel de substituto do homem à lésbica. O facto de ela se tornar num objecto quando numa relação está potencialmente envolvido sexo, revela o seu condicionamento heterossexual e nega à lésbica toda a sua humanidade. Para as mulheres, especialmente aquelas envolvidas no movimento, aperceber-se das suas irmãs lésbicas através desta grelha machista de definição de papéis, é aceitar este condicionamento cultural dos homens e oprimir as suas irmãs da mesma maneira que elas próprias são oprimidas pelos homens. Vamos continuar com o sistema de classificação dos homens, que define todas as mulheres numa relação sexual com qualquer outra categoria de pessoas? Afixar a etiqueta de lésbica não apenas a uma mulher que aspira a ser uma pessoa, mas também a qualquer situação de verdadeiro amor, verdadeira solidariedade, verdadeira primazia entre as mulheres é uma forma primária de divisão entre as mulheres dentro dos limites do papel feminino e é o termo que ridiculariza/assusta as mulheres e que as impede de formar quaisquer ligações, grupos ou associações primárias entre elas.
As mulheres no movimento tem numa maioria dos casos feito grandes esforços para evitar discussões e confrontações sobre a questão do lesbianismo. Põe as pessoas nervosas. Elas ficam hostis, evasivas, ou tentam incorporar o assunto num "tema mais geral". Preferem não falar no assunto. Se o tem de fazer, tentam impedir que se continue por ser um falso problema. Mas não é uma questão secundária. É absolutamente essencial para o sucesso e o atingir dos objectivos do movimento de libertação das mulheres que se lide com esta questão. Enquanto a etiqueta de "fufa" poder ser usada para assustar as mulheres para que estas se tornem menos militantes, se mantenham afastadas das suas irmãs, para afastá-las de dar primazia a tudo o que não seja os homens e família - então desse modo elas são controladas pela cultura dos homens. Até as mulheres conseguirem ver umas nas outras a possibilidade de um compromisso primordial que inclui o amor sexual, estarão a negar a elas próprias o amor e o valor que dão inerentemente aos homens, afirmando desse modo o seu estatuto de segunda classe. Enquanto que o mais importante seja a aceitação pelos homens - tanto para as mulheres individuais como para o movimento como um todo - o termo lésbica será usado eficazmente contra as mulheres. Enquanto as mulheres quiserem apenas mais privilégios dentro do sistema não querem antagonizar o poder dos homens. Em vez disso procuram uma aceitação da libertação das mulheres e o aspecto mais crucial desta aceitação é negar o lesbianismo - isto é negar qualquer desafio fundamental à base do papel da mulher.
Deverá igualmente ser dito que algumas mulheres mais jovens e mais radicais começaram a discutir o lesbianismo com honestidade, mas até agora apenas como uma "alternativa" sexual aos homens. Contudo, isto é ainda dar a primazia aos homens, tanto porque a ideia de se relacionar mais completamente com as mulheres ocorre como uma reacção negativa aos homens como porque a relação lésbica está a ser caracterizada apenas pelo sexo o que é divisionista e sexista. Num plano que é tanto pessoal como político, as mulheres podem retirar energias emocional e sexual dos homens e desenvolver diversas alternativas nas suas vidas para essas energias. Noutro plano político/psicológico diferente, deverá ser compreendido que o que é crucial é que as mulheres se comecem a libertar dos padrões de resposta definidos pelos homens. Na privacidade das nossas próprias psiques, devemos cortar esses cordões até ao cerne. Porque independentemente de para onde fluem o nosso amor e energias sexuais, se nas nossas cabeças nos identificamos com os homens, não podemos realizar a nossa autonomia como seres humanos.
Mas porque é que as mulheres se relacionam com e através dos homens? Em virtude de termos sido educadas numa sociedade de homens, interiorizamos a definição que a cultura dos homens dá de nós próprias. Essa definição vê-nos como seres relativos que existem não para nós próprias mas sim para o serviço, manutenção e conforto dos homens. Essa definição confina-nos em funções sexuais e de família e exclui-nos de definir e elaborar os termos das nossas vidas. Em troca dos nossos serviços psíquicos e da execução de funções não lucrativas, o homem dá-nos apenas uma coisa: o estado de escrava que nos torna legítima aos olhos da sociedade em que vivemos. A isto dá-se o nome no calão cultural a "feminilidade" ou "ser uma mulher verdadeira". Nós somos autênticas, legítimas, reais se formos propriedade de algum homem cujo nome usamos. Ser uma mulher que não pertence a qualquer homem é ser invisível, patética, inautêntica, irreal. Ele confirma a sua imagem de nós - de aquilo que temos de ser de modo a ser aceitável por ele - mas não dos nossos verdadeiros seres.; ele confirma o nosso estatuto de mulher - tal como ele o define, em relação a ele - mas não pode confirmar o nosso estatuto de pessoa, os nossos seres como absolutos. Enquanto estivermos dependentes da cultura dos homens, para esta aprovação, não podemos ser livres.
A consequência de interiorizar este papel é um enorme reservatório de auto-ódio. Isto não corresponde a dizer que este auto-ódio é reconhecido ou aceite como tal; com efeito muitas mulheres negá-lo-ão. Pode ser experimentado como desconforto com o seu papel, sentimento de vazio, entorpecimento, desassossego, uma ansiedade paralizante. Alternativamente, pode ser expresso através de uma grande defesa do destino e da glória do seu papel. Mas este auto-ódio existe, muitas vezes no inconsciente, envenenando a sua existência, mantendo-a alienada de ela própria, das suas necessidades e tornando-a estranha às outras mulheres. As mulheres odeiam-se a elas e às outras mulheres. Tentam escapar ao se identificar com o opressor, vivendo através dele, ganhando status e identidade a partir do seu ego, do seu poder dos seus feitos. E através de uma não identificação com outros "recipientes vazios" como elas próprias, as mulheres resistem relacionando-se a todos os níveis com outras mulheres que irão reflectir a sua própria opressão, o seu estado secundário e o seu próprio auto-ódio. Pois confrontar outra mulher é finalmente confrontar o seu próprio ser - o ser que se tentou tão dificilmente evitar. E nesse espelho sabemos que não podemos realmente respeitar e amar aquela em que nos tornámos.
Uma vez que a fonte do auto-ódio e a falta de verdadeiro ser tem origem na identidade que nos é dada pelos homens, devemos criar um novo sentido de ser. Enquanto nos agarrarmos à ideia de "ser uma mulher", sentiremos algum conflito com esse ser incipiente, esse sentido do eu, esse sentido da pessoa total. É muito difícil compreender e aceitar que ser "feminina" e ser uma pessoa no seu todo são irreconciliáveis. Apenas as mulheres podem dar umas às outras um novo sentido do ser. Essa identidade tem que ser desenvolvida tendo por referência nós e não os homens. Esta consciência é a força revolucionária a partir da qual tudo o resto sairá, porque a nossa revolução é orgânica. Para isto devemos apoiar e estar disponíveis umas para as outras, dar o nosso amor e compromisso, dar o suporte emocional necessário para manter este movimento. As nossas energias devem fluir na direcção das nossas irmãs e não na direcção dos nossos opressores. Enquanto a libertação da mulheres tentar libertar as mulheres sem encarar a estrutura básica heterossexual que nos liga numa relação um para um com os nossos próprios opressores, energias tremendas continuarão a fluir na direcção de tentar endireitar cada relação particular com um dado homem, como conseguir ter melhor sexo, como fazer com que a cabeça dele se vire ao contrário - para tentar fazer um "homem novo" dele, na ilusão que isto nos permitirá ser uma "mulher nova". Isto obviamente divide as nossas energias e compromissos, deixando-nos incapazes de nos comprometer com a construção de novos padrões que nos libertarão.
É a primazia das mulheres a se relacionarem com outras mulheres, das mulheres a criarem uma nova consciência delas umas com as outras, que está no centro da libertação das mulheres, e que é a base para a revolução cultural. Juntas devemos encontrar, reforçar e validar os nossos seres autênticos. Quando o fazemos confirmamos umas com as outras o nosso sentido incipiente de orgulho e força, as barreiras de divisão começam a desaparecer, e sentimos este sentimento crescente de solidariedade com as nossas irmãs. Vemo-nos como princípio, encontramos os nossos centros dentro de nós. Vemos regredir o sentimento de alienação, de ser posta de parte, de estar por detrás de uma janela fechada, de ser incapaz de fazer sair o que nós sabemos que se encontra cá dentro. Sentimos uma autenticidade, sentimos finalmente que estamos de acordo connosco. Dentro desse ser real, com essa consciência, começamos uma revolução para acabar com a imposição de todas as identificações coercivas e para atingir o máximo de autonomia na expressão humana.

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Mulher não é mercadoria!

http://www.youtube.com/watch?v=4MuQePTLbAM

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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Feminismo lesbiano - livros e revistas





Galera, o grupo Mulheres Rebeldes, (http://mulheresrebeldes.blogspot.com/) divulgou tem ótimos livros e revistas sobre lesbianidade feminista à venda...
Então vai aí as dicas..



em rebeldia – da bloga ao livro
marian pessah e clarisse Castilhos
http://mulheresrebeldes.blogspot.com/2009/04/em-rebeldia-da-bloga-ao-livro.html
“Durante os anos 2006 e 2007 fizemos uma bloga que chamamos EM REBELDIA. Além de ser um pouquinho nossa filhota, era um espaço de luta e de expressão, de contato com a rebeldia necessária e com nossas companheiras da América Latina e do Caribe – também necessárias.
Subíamos um texto – sempre de forma bilíngüe – acompanhado de um editorial no qual falávamos de coisas que tinham acontecido no pais, no mundo e até dentro das nossas cavernas.
Certo dia o sistema ordenador se incomodou e gritou BASTA! Daqui vocês não passam! E nos fechou suas portas.
Com medo de que todo este trabalho ficasse perdido nas profundezas de alguma memória rígida, nos sentamos no micro e foi assim que desenvolvemos este novo formato de organização dos textos em um livro.
Ele vem a trazer uma das preocupações de nosso grupo mulheres rebeldes, de ter material impresso, deixar marcas na historia. em rebeldia – da bloga ao livro, além de vir com textos nossos, de marian pessah e clarisse castilhos, tem da Ochy Curiel, Francesca Gargallo, Margarita Pisano, Claudia Korol, Audre Lorde, Teresa Meana, Emma Goldman, Monique Wittig, Simone de Beauvoir, Julieta Paredes e Victoria Aldunate Morales.
É uma nova realização da colección libertaria.
R$ 20,00 + R$ 5,00 gastos de envío


DESOBEDIENTES – Experiencias y reflexiones sobre poliamor, relaciones abiertas y sexo casual entre lesbianas latinoamericanas y caribeñas.
Editoras: Norma Mogrovejo, marian pessah, Yuderkys Espinosa, Gabriela Robledo. Editorial en la frontera
R$ 25,00 + R$ 5,00 gastos de envío


El patriarcado al desnudo. (está esgotado, só tem os ultimos 2 numeros)
Tres feministas materialistas: Colette Guillaumin, Paola Tabet Nicole Mathieu.
BRECHA LÉSBICA. Compiladoras Ochy Curiel / Jules Falquet.
http://mulheresrebeldes.blogspot.com/2008/11/el-patriarcado-al-desnudo.html
El “feminismo materialista francés” es sin duda una de las corrientes más radicales, aunque poco conocidas, del pensamiento y la práctica feminista. Desde 1970, su perspectiva teórica y política desnuda las raíces mismas de la subordinación de las mujeres al demostrar que no son un grupo biológico, natural, sino que al contrario una clase social, de sexo, construida por relaciones de producción y de explotación.
R$ 25,00 + R$ 5,00 gastos de envío


De la cama a la calle : perspectivas teóricas lésbico-feministas – Jules Falquet. - BRECHA LÉSBICA.
De la cama a la calle : perspectivas teóricas lésbico-feministas propone profundizar acerca de la teoría y de la práctica lésbico-feminista, no solamente en Europa y Estados Unidos sino también en Latinoamérica y El Caribe. Además de trazar una historia de parte del movimiento lésbico y de su teorización, aporta un análisis político y materialista del amor y la pareja.
La autora nos propone ver el lesbianismo, no sólo como una práctica sexual individual, sino y sobre todo, como una práctica política y como una propuesta para cambiar este mundo de raíz.
R$ 25,00 + R$ 5,00 gastos de envío


ESCRITOS DE UMA LESBIANA OSCURA
http://mulheresrebeldes.blogspot.com/2008/11/escritos-de-una-lesbiana-oscura.html
reflexiones críticas sobre feminismo y políticas de identidad en América Latina.
Yuderkys Espinosa Miñoso. en la frontera.
Escritos de una lesbiana oscura : reflexiones críticas sobre el feminismo y la política de identidad América Latina, es un libro escrito con pasión. Pasión de la que poco queda em el terreno amoroso y peor aún en el político. Su lectura nos invita a restablecer aquella fuerza perdida por una dilución en el pragmatismo y en la razón instrumental. El texto aboga por un restablecimiento de a potencia regeneradora de las utopías, aquellas que alguna vez planteó el feminismo como corriente política y filosofía de vida. Este llamado puede sonar tal vez, fuera de lugar y de época, marginal a este tiempo. Sin embargo, la autora se arriesga, pues otra no sería la justificación de su escritura. La lesbiana oscura que permanece siniestra, aislada, opaca, puede ser portadora de una extraña luz que trastoque la percepción y vuelva hermosos lo amenazable. en la frontera
R$ 30,00 + R$ 5,00 gastos de envío


Malena y el mar (esgotado, ultimos 5 números) de marian pessah colección Libertaria
http://www.flickr.com/photos/83523012@N00/215254806/in/set-72157594236892723/
Malena y el Mar... o el arte para desatar las incómodas sogas del patriarcado
mariana pessah da sus primeros pasos en la literatura uniendo una serie de relatos que conforman la vida de Malena Urtiaga, lesbiana, fotógrafa y artesana de sus propios deseos.
Ni de novelas, ni de cuentos, las anécdotas que narra la protagonista podrían bien, enmarcarse en relatos violeta. Un nuevo género para una mujer que, movida por su curiosidad y sus inquietudes, subvierte en escenas cotidianas la trama de una realidad envasada en consignas tramposas.
Las huellas en el mar de Malena abren caminos de sueños nuevos, de rebeldía inclaudicable.
Una muchacha que descubrirá la palabra lesbiana con el mismo asombro y naturalidad que revelará el amor.
Escucharemos a aquella adolescente que se preguntaba si alguna “sapita lesbiana” la despertaría de la aburrida pesadilla del príncipe azul de los cuentos de hadas; y festejaremos a la mujer que no duda en cambiar el génesis de la historia usando la detonación de los sentidos, acudiendo a la libertad de la imaginación.
La Malena de Mariana Pessah, relata con voz de tango y embestida de rock and roll, como una mujer puede deshacerse de las normas y recrear un mundo propio, legítimo, a partir del registro, casi fotográfico, de su propia alma.
La música de Malena suena al ritmo de los cambios, de los miedos, de las certezas y del latido de su corazón.
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Revistas:


Costela de Adão!! Revista do primeiro grupo feminista dos anos 70 em Porto Alegre. Números 0 e 1. Não dá para perder!!
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Baruyeras revista lésbica feminista argentina
http://mulheresrebeldes.blogspot.com/2008/11/revista-baruyera.html
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Bollus vivendi, revista lésbica feminista espanhola, números 1, 2, 3
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Uma palabra, outra. Revista lésbica feminista espanhola, números 4 e 5
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Gostaram? então corram lá no site pra adquirir a sua!

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

O PLC está pra ser votado! faço sua parte!

Pessoal  é   fundamental  mobilizar  a  comunidade  LGBT e  pessoas  aliadas

O Projeto de Lei 122/2006 (da chamada Lei da Homofobia), que se for aprovado, vai    ser   fundamental  para  conquista   da  cidadania  plena  da  comunidade  LGBT, está para ser votado a qualquer momento. www.senado.gov.br prontinho para ser votado.

Ligue agora mesmo para o Senado Federal (0800 61 22 11 ligação  gratuita) (pode ligar de celular) e peça aos(as) senadores(as) de seu estado e os demais para votarem a  favor este Projeto PLC 122 /2006  que visa   a  diminui a  discriminação   contra a comunidade  LGBT.

A telefonista vai pedir-lhe seunome completoCPF e CEPde sua residência. Estes dados são para  evitar que mesma pessoa ligue diversas vezes. Ligue. É seguro.

Caso não se lembra quais são os senadores de seu estado, não se preocupe, pois a telefonista irá informar-lhe.

Entre no site do Senado:www.senado.gov.br e peça aos Senadores para estarem atentos a este Projeto de Lei. Telefone agora mesmo para os(as) Senadores(as).

Faça a sua parte. Ligue para o Senado, e também coloque em suas listas de discussão, blogs, ORKUT, MSN  etc.

É  fundamental   você  fazer  sua  parte.   Se   você  ligar,  mande   um  email   para tonidavid@avalon.sul.com  confirmando  sua  ação.Vamos  fazer  a  lista   das  pessoas   responsáveis  pela  aprovação a  lei  que  criminaliza a  homofobia.

Entre  no  site www.naohomofobia.com.br  e  veja  como  ajudar.

Abaixo o  fundamentalismo  religioso.

Todos  e  todas juntas  por  um  Brasil Sem Homofobia

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Domingo, 26 de Abril de 2009

Diga não à Lesbofobia

"Diga não a lesbofobia!"
Grita o grupo LAMCE
Com a garra e vigor
Pra Fortaleza, pro Ceará para todo mundo!
Desse jeito as mulheres do grupo enfrentam todo dia
A viōlencia que é imposta:
Repressćo, patriarcado, sexismo, machismo...
Simples nomes que causam tanto impacto em nossas vidas!
Mas para ser maior
que tudo isso é que vem a nossa luta.
Contra o preconceito que tenta nos impedir
de amar e curtir outra mulher!
Cinco anos faz o LAMCE
no dia 24
do mês de Abril
deste ano que vos fala:2009
Algumas seguiram outro rumo
E outras mais chegando no grupo.
Laços de amizade, ajuda e
companherismo.
Lutamos juntas.
Nos unimos.
Assim o LAMCE vai querendo um mundo mais justo
para todas as mulheres que amam outras mulheres
estarem satisfeitas,
sabendo seus direitos
e que não precisem ter medo ou pavor de amarem e serem amadas
por quem quer que seja,
em qualquer praça,
em qualquer rua,
cidade,
estado ou nação,
em qualquer parte do universo!


ps: e nesse dia com toda minha voz grito parabéns a todas, e
convido outras a lutarem também e fazer parte do LAMCE!

Mariana Costa!
LAMCE

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

LAMCE: 5 anos de luta lésbico-feminista!




Em 2004, após a realização do IV Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que ocorreu na cidade de Fortaleza-Ceará, um grupo de mulheres lésbicas e bissexuais da capital passou a se reunir constantemente para trocas de experiências sobre a Lesbianidade. O primeiro objetivo deste grupo era dar visibilidade às mulheres lésbicas e bissexuais de Fortaleza, durante a IV Parada pela Diversidade Sexual do Ceará que ocorreria em junho.

Assim, no 24 de abril do corrente, foi realizada e fundado o Grupo Lésbicas de Atitude no Ceará (LANCE). Porém este nome , ainda causava um desconforto para algumas integrantes do grupo, na época, pois consideravam o nome “lésbicas” muito “forte”. Mesmo assim, o LANCE saiu para as ruas durante a Parada com o 1º Trio elétrico de lésbicas chamado “Trio Parada na D´ellas”, isto foi um marco na história do movimento de lésbicas no Ceará, já que a voz, a visibilidade e a atitude tinha um nome ...LANCE.

Em meados de agosto, o grupo mudou o significado do nome, que antes era “LANCE” com “N” e passando a se chamar “LAMCE” com “M”, modificando também o significado que passou a ser Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará.

Se consolidando como o primeiro grupo de lésbicas e mulheres bissexuais do Ceará, ao perceber que a questão deste segmento era para além da visibilidade, já que o machismo, sexismo, o racismo e a heterossexualidade obrigatória, são fatores mantedores do sistema patriarcal e que prolifera a discriminação e a violências contra as mulheres lésbicas e bissexuais, o LAMCE passou a incidir politicamente no Estado e nos espaços de controle social, realizando o 1º Encontro da Visibilidade Lésbica no Ceará, voltado para/de/com as lésbicas e bissexuais.

Hoje o grupo LAMCE- Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará, completa 5 anos de existência, atuando em âmbito local, nacional e internacional, lutando pelos direitos humanos das mulheres lésbicas e bissexuais, contra as discriminação e violências à população LGBTT, através do projeto político FEMINISTA, pensando e agindo radicalmente contra este sistema opressor e patriarcal.

Hoje, após 5 anos queremos:
O fim do racismo
O fim da violência contra as mulheres
O fim da homofobia, lesbofobia e transfobia
O fim do capitalismo
O fim do fundamentalismo religioso
A descriminalização e legalização do ABORTO

Queremos um mundo melhor, sustentável e possível para que todas e todos possam de fato viver com liberdade e AUTONOMIA!

Lésbicas feministas pelo fim da ditadura heterossexista!

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

+ Sobre a atuação da Frente Nacional pela Legalização do Aborto

Isso que é AÇÃO POLÍTICA


Ache outros vídeos como este em MÍDIA LIVRE FEMINISTA



Frente pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto

Esta frente é resultado do esforço de organizações e indivíduos que se indignam quando vêem uma mulher, muitas vezes uma garota que teria toda a vida pela frente, morrendo por não ter tido sua escolha de não ser mãe respeitada e praticar aborto nas mais grotescas condições de higiene. Fruto da intolerância e fundamentalismo, a criminalização do aborto não impede que ele seja realizado, só arremessa as mulheres que optam por fazê-lo na mais absoluta clandestinidade. Se você também acha que a criminalização destas mulheres é absurda, junte-se a nós. Some conosco nesta frente. Assine e divulgue o manifesto. Somando esforços faremos com que ser mãe seja um direito, e não uma obrigação, de todas as mulheres.
Frente pelo fim da criminalização e pela legalização do aborto!

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Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto

Dessa Frente, o LAMCE faz parte. e você?



Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto


Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto Em defesa dos direitos das mulheres Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar. A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública. As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas. A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres. A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares. A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura. A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, saúde. As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde. Neste contexto, não podemos nos calar! Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres. Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade. Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde! Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto! Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres! Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto! Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto
Para assinar este manifesto clique no link:
http://www.petitiononline.com/abortole/petition.html

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quantas vidas são necessárias para mudar o sistema?

É por essas e outras, que a gente luta...

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Só pra dar gostinho de SENALE

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Rebeldias Lésbicas

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

LESBECUSE - Um cordel de Salete Maria



Let me see se apre(e)ndi
A língua da mulher gay
Deixe-me ver se (ab)sorvi
O tal do verbo to say:
Seio you, seio me, seio we
Lesbecause let me see
Em junho tem happy day

Por causa das lesbianas
Agora sou poliglota
Lésbicas ou pubianas
Já não as acho idiotas
Os lábios roçam as bocas
As bocas parecem loucas
Sedentas, mudam de rotas

Por causa das lesbianas
Surge a visibilidade
Algumas moças insanas
Se exibem com vaidade
Fazem manifestação
Mostram peito e coração
Se alastram pela cidade

Por causa das lesbianas
As feministas ampliam
A pauta das veteranas
Sussurram, berram e miam
Dizem “mulher com mulher”
E já não dá jacaré
Como muitos presumiam

Por causa das lesbianas
As línguas se entrelaçam
As bocas se chamam xanas
As xanas se chamam rachas
As rachas se chamam girls
Garotas chupam freegels
Free girls chupam muchachas

Por causa das lesbianas
Na ponta da lingua vem
Umas palavras sacanas
E um jeito de querer bem
Um dedo de prosa boa
Uma mão boba, à toa
Que move como ninguém

Por causa das lesbianas
É feita a tal discussão
Se Marias vão com Anãs
Por que chamar sapatão?
Preconceito dê no pé!!
O chato é ter chulé
Amor não faz calo, não

Por causa das lesbianas
A luta por igualdade
Impõe teses mais humanas
Requer a diversidade
Só a sociedade viva
Não hetero-normativa
Permite a felicidade

Por causa das lesbianas
Fala-se de peito aberto
Bonecas de porcelana
Não se pode ver de perto
Quanta historia mal contada
Quanta mulher mal amada
Por causa “do jeito certo”

Por causa das lesbianas
La vulva! Esquerda! Volver!
Enganam-nos qual iguanas
Estranha e dócil: por quê?
“Tímida e espalhafatosa”
Exposta e misteriosaN
a seca aprende a chover

Por causa das lesbianas
Minh’arte usa outro tom
Qual as culturas ciganas
Que exibem múltiplo som
Profanamente sagradas
Linguagens são agregadas
Colando lábio e batom

Por causa das lesbianas
Nem só a cultura é oral
Abaixo as falas tiranas
“Pedra é pedra, pau é pau”
Não “é o fim do caminho”
Lesco-lesco e roçadinho
Sugerem outro final

Por causa das lesbianas
As “águas de março” vêm
Lavadas pelas baianas
Do jeito que só faz bem
No oito do mês de festa
Abra-se mais que uma fresta
Pra Ela falar também

Por causa das lesbianas
Escrevo mais um cordel
Dedicado às Fulanas
Com registro em papel
Exorto-as a amar
Bem como a comemorar
A vida embaixo do Céu

Em face da Lesbecause
Falo em direitos iguais
Não só pra mexer no mouse
(Mas pra fazer muito mais)
É que se fez nossa mão
Nossa boca e coração
Nossa língua e nossos ais

Em nome da causa delas
Façamos uma Parada
Pra expor nas janelas
Em letras arroxeadas:
Nenhum direito a mais!
A menos também jamais!
Esta é a grande sacada!

Ual ela se garante demais, fala sério....
Salete Maria é daqui do Ceará. Ela é de Juazeiro, terrra do padrinho ciço. advogada e pofessora da URCA.
Quem quiser saber mais, ou ler coisas espetacularmente maravilhosas que ela escreve:
http://cordelirando.blogspot.com/

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

LESBIANIDADE - Texto para fábrica de imagens


Nossa sociedade tem como base a heterossexualidade obrigatória. O que significa isso? Significa que desde que nascemos somos criados para o sexo oposto. A menina é ensinada a ser atraente, cozinhar e ser boa mãe e esposa. O menino é ensinado a ser forte e corajoso para sempre proteger e prover sua esposa e filhos. Tudo parece muito lindo e romântico, como um bom filme de Hollywood, e é desta forma que a sociedade segue. Mas, é justamente por causa dessa norma social que nos é passada pelos nossos pais e que nós, sem nos questionar, passamos para os nossos filhos, que está à causa da maioria dos problemas da nossa sociedade atual. Além de legitimar a maior parte das desigualdades sociais entre os sexos, tais como a diferença de salários entre homens e mulheres, a menor participação política feminina, a violência tão grande e comum que é praticada contra as mulheres, essa norma social ainda exclui a possibilidade de haver relacionamentos afetivos e sexuais entre as pessoas do mesmo sexo, invisibilizando as relações lésbicas, por exemplo.Segundo a Fundação Perceu Abramo em recente pesquisa, 92% dos Brasileiros são de alguma forma preconceituosos com as mulheres lésbicas. O problema disso é que o preconceito facilmente se transforma em descriminação fazendo com que além de violência psicológica na família, nas escolas e no trabalho, as mulheres lésbicas muitas vezes sofram violência física e até mesmo assassinatos, como mostra uma pesquisa realizada pelo GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca) que dentre os assassinatos ocorridos no Ceará, nos últimos anos, contra pessoas homossexuais, há maior incidência de violência contra as mulheres lésbicas do que contra as travestis, população historicamente discriminada e que sofre a maior parte da violência homofóbica em todo o mundo.Além disso, há a invisibilidade nas políticas públicas, fazendo com que, dezenas de direitos comuns a pessoas heterossexuais sejam negados as pessoas homossexuais ou que não existam métodos eficazes de prevenção de DST entre as mulheres que fazem sexo com mulheres.Devemos todas e todas juntos lutarmos contra todas as formas de preconceitos, sejam elas por gênero, raça ou orientação sexual e unirmos grande força para juntos acabarmos com toda norma social que aprisiona e nos limita para construirmos um mundo mais igualitário e justo para todas as pessoas.


Alessandra Guerra

LAMCE

Coordenadora colegiada

(Texto para fábrica de imagens)

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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

O estuprador e o algoz


OBSCURANTISMO
O estuprador e o algoz

Tão assustadora quanto o abuso sexual cometido contra uma garota de nove anos, por seu padrasto, é a posição da igreja católica, ao transferir à vítima a culpa pelo “pecado” do aborto. O irracionalismo religioso, que enxergamos nas "teocracias " do Oriente Médio, está bem perto de nós
Le Monde diplomatique
(11/03/2009)

Nesses últimos dias, a mídia tem registrado exaustivamente o caso da menina de nove anos que foi abusada sexualmente pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos. Uma menina de 1,36m e parcos 33 kg não poderia resistir a um parto no qual haveria riscos até mesmo para uma mulher adulta, conforme afirmaram os médicos responsáveis.


De acordo com a lei brasileira, o aborto visava preservar a saúde física e psíquica dessa menina que mal sabia que os seus infortúnios haviam recém começado, graças à polêmica atitude do arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, que excomungou do seio da igreja católica todos aqueles que haviam, de alguma forma, decidido pela interrupção dessa absurda gravidez. Ou seja, a mãe, a equipe médica e inclusive a própria vítima.

Nenhuma palavra foi proferida em relação ao homem que praticou tão torpe violência. Ele permanece acolhido como membro da igreja católica e, após uma breve confissão e algumas “Ave Marias”, ele estará com o coração novamente purificado e incluído no rebanho de Cristo, recebendo a comunhão que talvez lhe seja dada pelo próprio D. José Cardoso Sobrinho, o qual afirmou que o padastro “cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão (...) Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto!", completou o Arcebispo. Esse mesmo Arcebispo, que hoje ocupa o posto que já pertenceu ao progressista Dom Helder Câmara, afirma categoricamente que a menina proveniente de Alagoinha, no agreste de Pernambuco, abusada sexualmente pelo padrasto desde a idade de seis anos, essa menina miserável, sofrida e aviltada em sua infância deveria morrer, ou então tornar-se mãe de gêmeos que não desejou e que não teria condições de criar. Dom José condenou-a a morte física e igualmente a uma espécie de morte simbólica todos os que tentaram minimizar os danos sofridos pela menina através da interrupção de sua gravidez.

Para alguns, a excomunhão pode não ter grande significado, no entanto, ela pode vir a ser dolorosa em comunidades pequenas e carentes nas quais o pertencimento a um agrupamento religioso ocupa um importante papel agregador, consolador e muitas vezes pragmático. A igreja, não raro, provém ajuda material, na forma de caridade e de mutirões organizados em favor daqueles que se encontram em situação (ainda mais) precária e privados da mão do estado. Ser expulso de uma comunidade organizada pode ser uma forma dolorosa de exclusão social.

Vale recordar que nenhum clérigo católico acusado de pedofilia foi excomungado hoje, o que leva a pensar que a violência sexual contra crianças não é pecado assim tão grave, aos olhos da igreja
Coincidência ou não, observamos um curioso cruzamento de fatos relacionados ao tema da excomunhão no que se refere justamente à anulação desta, recentemente anunciada pelo papa Bento XVI, em relação aos quatro bispos ordenados pelo falecido ultraconservador Cardeal francês Marcel Lefebvre, os quais foram excomungados por João Paulo II, em 1988, de acordo com o mesmo código canônico de que se vale o Arcebispo de Recife e Olinda no caso presente. Um dos bispos excomungados, o britânico Richard Williamson, havia declarado a uma emissora de televisão sueca que as câmaras de gás dos campos de concentração nazista jamais teriam existido. Os seguidores de Lefebvre se opõem às mudanças ocorridas no Concílio Vaticano II, principalmente no que se refere ao ecumenismo e a adaptação do rito religioso à língua e cultura de cada povo. É um sintoma assaz preocupante quando uma instituição como a igreja católica fecha os olhos para a barbárie da pedofilia e do estupro ao mesmo tempo em que perdoa negacionistas e mantém abusadores sexuais de toda a sorte junto a ela. Igualmente, vale recordar que nenhum clérigo católico acusado de pedofilia tenha sido excomungado até o presente momento, o que nos leva a pensar que a violência sexual contra crianças não é um pecado assim tão grave aos olhos da igreja. É tranqüilizador saber que para a lei dos homens, esse não é o caso.

Esse debate nos faz pensar sobre a misoginia católica, que sempre optou pela vida do feto em detrimento da vida da mulher que o carrega - e não foram poucas vezes que a vida do filho se sobrepujou à vida da mãe. As mulheres poderiam morrer no parto, porém os seus filhos deveriam ser salvos. Essa lei imperou entre as parteiras e entre os homens quando eram postos frente a esse dilema. No estupro sistemático com fins de limpeza étnica perpetrados durante a guerra na Bósnia, as mulheres grávidas de seus algozes foram conclamadas pelo falecido papa João Paulo II a não fazerem aborto. Nenhuma palavra sobre o sofrimento das próprias, de seus companheiros, parentes e filhos que a tudo presenciaram. Essa é um triste e comum prática de guerra que visa o enfraquecimento da resistência do inimigo e que muitas vezes acarreta uma gravidez indesejada que as vítimas deverão manter até o fim – e depois deverão cuidar e amar os filhos gerados dessa forma abjeta, assim prega o pensamento medieval do Vaticano, cujo sentido e valor de uma vida feminina só se justifica no advento da maternidade, ou ainda, na clausura de um convento. O “Malleus Malleficarum”, manual de caça às bruxas dos inquisidores medievais, continua sendo um exemplo da apreciação do gênero feminino ainda nos dias de hoje por parte da Igreja Católica.

A longa discussão sobre o aborto, ou sobre quando começa a vida propriamente, é de difícil consenso. Cada um tem o seu livre arbítrio para fazer o que bem entender de sua vida e essa é, inclusive, a proposta de Deus. Se uma mulher adulta decide ter um filho de seu estuprador pelas suas convicções religiosas, ninguém pode lhe obrigar a fazer um aborto. Mas esse caso adquire proporções diferentes no momento em que lidamos com variáveis que colocam em risco a vida de uma criança, já suficientemente aviltada pela miséria e pela violência e que recebe, ao invés de um acolhimento carinhoso por parte dos homens de Deus, uma sentença de morte através de sofismas absolutamente desprovidos de sentido tais como “um erro não justifica o outro”. A realidade é que haverá necessariamente uma morte ou um risco real de que isso aconteça e, para o piedoso Arcebispo, os frutos do estupro são mais sagrados do que a vida de quem sofreu a brutalidade – de alguém que já existe, pensa, sofre e tem sentimentos, mas que no tribunal da consciência de D. Cardoso vale menos do que o vir-a-ser de um processo inicial de gravidez.
É lamentável que a igreja católica esteja se tornando uma paródia grotesca de si mesma e que ainda considere possuir o monopólio da fé, tanto quanto acredite ser legítima a sua intervenção em assuntos pertinentes ao estado. A atuação do arcebispo deveria ser enquadrada na forma da lei e este deveria responder por desobediência civil e por ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente – se ele se considera apto a interferir em questões de Estado, é justo que o inverso seja verdadeiro.

Por sorte temos um governo que não se curva a esse tipo de chantagem. Na década de 1980, o então Presidente José Sarney, por pressões do clero proibiu o filme de Jean Luc Godard “Je Vous Salue Marie” no Brasil, em uma época em que a censura era ferida aberta na nossa história. Hoje, o Presidente Lula e o ministro José Gomes Temporão respondem à altura esse tipo de provocação obscurantista recordando que o estado laico está acima das querelas religiosas. É tão fácil se chocar com supostas teocracias do Oriente Médio que esquecemos que o irracionalismo religioso, como pensamento e prática, pode estar bem perto de nós, como exemplifica tão bem esse caso. Especificamente no que concerne à separação entre estado e igreja, o Brasil vive a plenitude das luzes renascentistas na América Latina. O estado mostra a sua autoridade através da exigência do respeito à constituição, o que certamente contraria a vontade de coronéis eclesiásticos e populistas de todos os matizes.

Cabe à igreja a humildade de reconhecer que o erro maior está em suas posições misóginas e desprovidas de compaixão pelo outro, algo que a afasta perigosamente tanto da mensagem de Cristo quanto de seus fiéis

A descriminalização do aborto será uma realidade muito em breve, apesar dos lobbies contrários. Fazer um aborto não é uma decisão fácil para ninguém e seria de se espantar se assim o fosse. Porém, por vezes é necessário e o caso da menina pernambucana é o mais paradigmático dos últimos tempos nesse sentido. Descriminalizar o aborto não significa aplaudi-lo e muito menos considerá-lo benéfico em qualquer sentido. É uma agressão ao corpo da mulher e envolve uma série de questões inconscientes extremamente difíceis; só quem já passou pela experiência pode supor. Descriminalizar o aborto não significa torná-lo obrigatório, portanto isso não interferirá nas crenças e valores pessoais daqueles que não o admitem. Contudo, se torna necessária a compreensão de que existem outras formas de pensamentos, inclusive religiosos, e que em outras crenças tais como o judaísmo, o budismo, o hinduísmo, o protestantismo e o islamismo admitem formas de interrupção da gravidez mais ou menos flexíveis, em comum entendimento de que sempre que a vida da mãe corre perigo o aborto deve ser feito. Por que apenas a igreja católica trata as suas fiéis com tal desprezo a ponto de serem postas em um plano tão secundário que nem o estupro, o incesto, a barbárie de guerra, enfim, absolutamente nada pode lhes outorgar a piedade divina caso não possam ou não queiram levar adiante a sua gestação?

Nesse ano, comemoramos o centenário de D. Helder Câmara, antecessor de D. José Cardoso Sobrinho e que, ao contrário desse, foi um exemplo de humanidade e compreensão para com os miseráveis. Dom Helder, antigo Arcebispo de Olinda e Recife, teve um papel de destaque durante a Ditadura Militar e não raro correu perigo de vida na defesa dos perseguidos e injuriados do regime, colocando a sua autoridade eclesiástica a serviço, e não contra, os necessitados. Seria impossível imaginar D. Helder se prestando a um papel tão ridículo como o de seu sucessor. Ele certamente estaria refletindo e denunciando as condições desumanas que geraram o fato em si e que se tornam cada vez mais tristemente comuns em um Nordeste vendido aos estrangeiros como um paraíso do turismo sexual, onde pais prostituem suas filhas por poucas migalhas que garantam a sua sobrevivência e onde a impunidade é um fato, como foi brilhantemente mostrado por Cláudio Assis no filme “Baixio das Bestas”.

O Nordeste que tanto preocupava D. Helder se mostra quase sempre mais vulnerável aos “Coronéis”, que se julgam sempre acima das leis e se acostumaram a fazer interpretações pessoais de justiça sem que uma instância superior lhes julgasse. Não afirmamos de modo algum que tais comportamentos sejam exclusivos da região. Eles se distribuem de forma equânime por todo o território nacional. Mas, pela particularidade do evento, torna-se impossível não recordar da luta e das palavras de D. Helder, quando interpelado maldosamente sobre a questão do “amor livre” em um programa de televisão na década de 1960, respondeu: “Para que falar em amor livre quando o Nordeste passa fome?”. No entanto, isso vem de um tempo em que lideranças religiosas na América Latina se preocupavam menos com a vida privada de seus fiéis e mais com a questão da justiça social e da justa distribuição das riquezas. Um tempo que já passou, infelizmente.

“Queira Deus” (!) que os nossos clérigos se ocupem igualmente de outras vidas que diariamente são perdidas mundo afora por arbitrariedades nas quais muitas vezes são coniventes. Excomungue-se àqueles que massacram civis em guerras absurdas, que mantém prisioneiros deprimidos e suicidas em Guantánamo, que abusam da confiança de crianças e adolescentes para destruir-lhes a vida, que recebem genocidas em audiência e que continuam queimando bruxas em pleno século 21. Se um erro não justifica o outro, cabe à igreja a humildade de reconhecer que o erro maior está em suas posições misóginas e desprovidas de compaixão pelo outro, fato que a afasta perigosamente tanto da mensagem de Cristo quanto de seus fiéis. Cabe lembrar que o mesmo Cristo recusou-se a aceitar o apedrejamento da mulher adúltera na famosa passagem do Evangelho, apelando à compaixão e ao bom senso daqueles que se guiavam tão somente pelo irracionalismo religioso daqueles tempos. O incitar à omissão de medidas de saúde necessárias à proteção de mulheres e meninas, sob a bandeira da vontade divina, encontra resposta à altura no brado feminista: “tirem seus rosários de nossos ovários!!!”

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Johanna Sigurdardottir, primeira lésbica a governar um país

A socialdemocrata Johanna Sigurdardottir assumiu hoje a liderança do Executivo da Islândia, tornando-se a primeira lésbica a governar um país. Sigurdardóttit, de 67 anos, ex-aeromoça e sindicalista, é casada com Jonina Leosdottir, jornalista, escritora e dramaturga premiada.

A orientação sexual de Johanna foi mais alardeada fora do que dentro da Islândia, país que serve como exemplo de tolerância para os demais e onde, desde 1996, os casais homossexuais têm os mesmos direitos jurídicos e sociais que os heterossexuais.

O fato é que a posse de Johanna Sigurdardottir não só abre a discussão para a visibilidade lésbica, mas também para o papel da mulher na economia e na política. Simultaneamente, duas executivas foram promovidas à presidência de dois dos três bancos nacionalizados pelo governo islandês.

Com o aprofundamento da crise econômica da Islândia, aumento da inflação e das taxas de desemprego, Sigurdardottir, então ministra da Segurança Social, foi o nome escolhido para assumir o Executivo, durante o governo de transição, à espera de novas eleições.

Mesmo em tempos de absoluta insatisfação popular, passeatas contra os políticos e o governo, Sigurdardottir se manteve com a mais alta taxa de credibilidade entre os políticos do país. Conhecida como determinada e inflexível, é lembrada por ter recusado os serviços de um condutor e carro de luxo, preferindo, em vez disso, continuar a guiar o seu pequeno Mitsubishi. O respeito e a confiança dos islandeses foram consolidados principalmente por conta de sua luta persistente pelos direitos dos deficientes, dos idosos e desfavorecidos, o que lhe valeu a alcunha de "Santa Johanna".

fonte site: www.tudosobreelas.com.br

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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Observatório da Educação LGBTT em Portugal: uma interessante experiencia!


Observatório de Educação LGBT: Relatório sobre Homofobia e Transfobia 2008

No âmbito das actividades do Observatório de Educação LGBT, uma iniciativa criada pela rede ex aequo que visa recolher informação sobre discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género em contexto escolar em Portugal, em Novembro de 2008 foi publicado um Relatório sobre Homofobia e Transfobia. O presente relatório bianual foi desenvolvido com base na análise de noventa e dois registos recolhidos entre Outubro de 2006 e Outubro de 2008 através de um formulário online que aborda experiências de discriminação (vividas de forma directa ou presenciadas) , formas de agressão (verbal, física, psicológica) motivadas pela orientação sexual ou pela identidade de género, modalidades de protecção e de apoio, consequências ao nível da integração escolar, papel dos conteúdos curriculares e das atitudes dos professores. O presente relatório encontra-se disponível para consulta em suporte digital.

APRESENTAÇÃO
«Consciente de que ainda ocorrem muitas situações de homofobia e transfobia nas escolas em Portugal e que, por esse motivo, a escola ainda não é um espaço seguro para muitos jovens homossexuais, bissexuais e/ou transgéneros, ou percepcionados como tal, a rede ex aequo decidiu lançar o seu Observatório de Educação. Através de um formulário online disponível em http://www.rea. pt/observatorio. html, especialmente desenhado para o efeito, a rede ex aequo deseja dar voz e reportar todas as situações de discriminação, de qualquer cariz, respeitantes aos temas da orientação sexual e da identidade de género que tenham ocorrido em estabelecimentos escolares em Portugal, incluindo também as ocorrências de veiculação de informação incorrecta, preconceituosa e atentatória dos direitos humanos e da dignidade das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgéneras, no espaço escolar. O presente relatório apresenta os resultados de 92 formulários a reportar casos de homofobia e transfobia, recebidos pelo Observatório entre Outubro de 2006 e Outubro de 2008, de jovens a partir dos 15 anos a adultos na casa dos 30/40 anos, na sua maioria alunos, mas também professores e funcionários. Contudo, não podemos considerar estas queixas uma amostra representativa. Estamos conscientes que a maioria das situações de discriminação se encontram para além do nosso conhecimento enquanto associação e que muitas das vítimas ou testemunhas não têm acesso e/ou conhecimento deste Observatório e vivem sentimentos de exclusão, isolamento, baixa auto-estima, segregação social, insucesso escolar, entre outros, no mais profundo silêncio. Apresentamos estes resultados para caracterizar as ocorrências que nos foram transmitidas, também quantitativamente, mas acima de tudo qualitativamente. Este relatório permite-nos constatar alguns episódios ocorridos em ambiente escolar no nosso país. Vale por isso mesmo e deve ser tido em conta como uma ferramenta útil para que se tomem medidas e que, pouco a pouco, os nossos jovens possam viver com valores de igualdade, cidadania e respeito pela diversidade e pelo outro. Não só os jovens homossexuais, bissexuais e transgéneros vivem uma realidade de homofobia e transfobia nas suas vidas. Muitos outros sofrem na pele experiências homofóbicas e/ou transfóbicas, resultado de falsos estereótipos e preconceitos infundados, mas fomentados na sociedade em geral. Cada questionário preenchido foi tido como uma queixa informal, já que o Observatório não se encontra, até à data, vinculado a nenhuma autoridade competente e, como tal, resume-se ao registo passivo de situações de discriminação, muitas vezes extremas e marcantes na vida de um jovem. A participação no preenchimento de cada questionário foi realizada única e exclusivamente por vontade própria de cada jovem. A rede ex aequo apenas permite um registo detalhado e confidencial de cada ocorrência.»

"Introdução", pp. 3-4

ÍNDICE
Introdução
Caracterização dos participantes
Experiências de discriminação
Sistema educativo
ConclusãoGlossárioAnexo
O Relatório sobre Homofobia e Transfobia 2008 encontra-se disponível aqui.Mais informação sobre o Observatório da Educação da rede ex aequo disponível aqui.

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Plénária LGBTT do PT e a Visibilidade Lésbica

Foto: Marylucia Mesquita (DIVAS/LBL), Senadora Fátima Cleide e Luanna Marley (LAMCE/ ABL)

Os grupos de lésbicas do Ceará (LAMCE, DIVAS, Superação, Liga Rosa e Movê-los), divulgam a Plataforma de Políticas Públicas pela diversidade sexual, especialmente para lésbicas do Estado do Ceará. O documento foi lido na noite de ontem (25.08), durante a plenária LGBTT do Partido dos Trabalhadores (PT), com a participação da senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC -122/2006), além da candidata a reeleição Luizianne Lins (PT). A plataforma foi assinada por alguns vereadores e candidatos, dentre eles podemos citar: Guilherme Sampaio, Ronivaldo Maia, Valéria Mendonça, Mitchelle Meira, Acrísio Sena e Lallesca. O evento vem marcar também as comemorações da III Semana pela Visibilidade Lésbica de Fortaleza, em respeito à data de 29 de Agosto, como o Dia Nacional pela Visibilidade Lésbica.
Fonte: site www.zonamix.com.br, no Blog da Redação em 26/08/2008

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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

III Semana da Visibilidade Lésbica do Ceará

Em todo o Brasil, os grupos e organizações de mulheres lésbicas e bissexuais celebram o dia 29 de Agosto como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Esta data foi consolidada no 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), realizada entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro na cidade do Rio de Janeiro em 1996. Os SENALE´s se configuram como um marco historico importante para o movimento, constituindo-se como um momento de articulação, de fortalecimento, de troca de experiências e de elaboração de uma agenda política.

Assim, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, entre os dias 25 a 29 de agosto será realizada a III Semana da Visibilidade Lésbica do Ceará. A Semana é uma construção do movimento de mulheres lésbicas do Ceará, composto pelo grupo LAMCE, DIVAS-Grupo em Defesa da Diversidade Afetiva-Sexual, Liga Rosa, Núcleo de Lésbicas do grupo MOVÊ-LOS e ONG SUPERAÇÃO.

O objetivo da III Semana da Visibilidade Lésbica é informar e trabalhar o fortalecimento das mulheres lésbicas sobre a importancia da visibilidade como atitude política de resistencia e de enfrentamento à lesbofobia, bem como um meio de estimular o debate com a sociedade e com o poder publico sobre as particularidades e demandas deste seguimento.

Confira a Programação e não deixe de participar das atividades!!!

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29 de Agosto - Seminário "Visibilidade Lésbica:atitude, respeito, liberdade e Políticas Públicas"

Confira a Programação!


14h Mesa de Abertura

Movimento de Lésbicas do Ceará: LAMCE, DIVAS, LIGA ROSA, ONG SUPERAÇÃO, núcleo de lésbicas do MOVÊ-LOS e Lésbicas Autônomas.
Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB)
Associação das Travestis do Ceará (ATRAC)
Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza
Assessoria LGBTT do Governo do Estado
Deputado Federal Eudes Xavier (Frente Parlamentar pela Cidadania LGBTT no Congresso Nacional)

14:30 Mesa: Lesbianidade e Feminismo

16:30 Mesa: A Cultura Lésbica como atitude e expressão

18hs Mesa: O movimento de mulheres lésbicas como sujeito político: desafios e perspectivas.

Pré- Lançamento do Livro “Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE): Um Breve Resgate Histórico”
Organização: Marylucia Mesquita (Assistente Social. Lésbica e Feminista. Co-fundadora e Coordenadora Geral do DIVAS-Grupo em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual. Militante da Liga Brasileira de Lésbicas-LBL)

Lançamento do DIVAS- Grupo em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual em Fortaleza

Local: Auditório do Centro Cultural Dragão do Mar

Faça já a sua Inscrição! Baixe a Ficha de Inscrição no link ao lado e enviando os seus dados para o e-mail: visibilidadelesbicaceara@gmail.com

No dia do Seminário troque 1 kg de alimento por uma camisa da Visibilidade Lésbica!

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