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A REVOLTA DOS PERDIGOTOS
Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral.
Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.
Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluídos que, com sorte, ficarão na camisinha.
E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.
Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.
Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.
A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau. É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.
João Ximenes Braga

Acontece em Porto Velho de 10 a 12 julho, o I Encontro Nacional da ABL.
Nos dias 10 a 12 de julho, ativistas lésbicas de várias regiões do país, estarão em Porto Velho para a realização do I Encontro Nacional da ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas. O encontro terá como objetivo principal a realização do planejamento estratégico para a rede para o biênio de 2009-2011 e ainda contará, com momentos onde o feminismo e o humanismo nutrirão as ativistas com conceitos e reflexões.
Para Denise Limeira, coordenadora nacional da ABL, o encontro é um momento histórico pois proporcionará as lésbicas a troca de experiências e o fortalecimento das ações da rede. Acredita também que entre todos os resultados esperados, minimamente a ABL sairá fortalecida e unida. Uma outra novidade no encontro é que a participação das demais lésbicas da rede que não conseguiram viabilizar sua ida a Porto Velho será possível via internet, pois a ABL usará da tecnologia para que o encontro seja realizado também via satélite.
Sobre a ABL:
A ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas foi fundada em maio de 2004 por ativistas do movimento de lésbica do Brasil. O objetivo da rede é instrumentalizar e qualificar politicamente novas lideranças de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, promovendo a criação e manutenção de grupos e /ou núcleos de mulheres lésbicas, bissexuais e/ou transexuais em grupos mistos, para que estes assumam a luta por nossos direitos.
Informações para a imprensa:
Denise Limeira – (69) 9207-8748





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| Matéria Publicada em 30/06/09, 13:20 |

imagen retiradas do blog da Marianna Pesah (http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com/)





Então acaba, acaba acaba com a moral
então destrói, destrói, destrói a família
dercy beijo cuidado, dercy beijo cuidado
dercy beijo me liga, dercy beijo me liga.
A X Parada é da Diversidade
E não de uma Ong especifica da cidade
De uma ong da cidade
De uma ong da cidade
Nós há muito tempo lutamos contra o machismo
Mas no movimento a olho nu pode ser visto
Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo
Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo
Lésbicas e bi, querem visibilidade
Na letra deste funk
Afirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno
se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno
porque criou o inferno? Porque criou o inferno?
porque criou o inferno? Porque criou o inferno?
se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher
se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher
ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser
ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser
a violência que existe, ainda mais a sexual,
Não é uma escolha nem comum e nem normal
a violência sexual não é comum nem é normal
a violência sexual não é comum nem é normal
O aborto, o aborto, o aborto é ilegal
O aborto, o aborto, o aborto é ilegal
a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano
a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano
se a raça, se a raça não é uma preocupação
façamos, façamos o governo das negona
o governo das negonas, o governo das negonas
o governo das negonas, o governo das negonas
no mundo, no mundo a miséria é geral
no mundo, no mundo a miséria é geral
destrói o capital, destrói o capital,
destrói o capital, destrói o capital,
se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão
se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão
seria revolução, revolução das sapatão
seria revolução, revolução das sapatão
Lésbicas e bi, querem visibilidade
Na letra deste funk
Afirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Mulheres se organizam aqui em verso e prosa
Na luta por direitos contra o machismo cor de rosa
Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa
Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa
Na letra deste funk muita rima ainda existe
Mas não canto agora, o momento não permite!
o momento não permite
o momento não permite

Para que isso aconteça de maneira que nossa participação não fique invisível, no meio da multidão da parada, vamos no sábado dia 27 uma oficina de cartazes, faixas, pirulitos e standards. temos vários materiais: tecidos, tnt, tinta, lantejoulas, fitas, canetas, cola colorida, pra todas as mulheres fazerem sua própria bandeira e levar para a Av. Beira-mar no dia da parada, para suas reivindicações.
Contamos com a presença de todas vocês, não só na na nossa caminhada na Parada, mas também na oficina de preparação!
JUNTAS SEREMOS + FORTES E MUITO + VISÍVEIS.


PROGRAMAÇÃO:
13h30min – MESA DE ABERTURA
14h – EXIBIÇÃO DOS VÍDEOS PRODUZIDOS PELOS JOVENS DO NÚCLEO DE REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL E DO PROJETO OUTROS OLHARES DA FÁBRICA DE IMAGENS.
15h30min – RODA DE CONVERSA SOBRE A TEMÁTICA DESCONSTRUINDO OLHARES: POR UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL PELA EQUIDADE E DIVERSIDADE.
16h30min – Coffee-Break
Juventude Terrazul inicia campanha sobre Mudanças Climáticas
Para dar início a campanha sobre as Mudanças Climáticas no Ceará, a Juventude Alternativa Terrazul inicia hoje, dia 15 de junho, até o dia 30 de junho as inscrições para o 2° ano da Escola de Formação da Juventude. Este ano a Escola terá formações políticas sobre Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. A proposta é que as juventudes possam conhecer equalificar o debate sobre os temas relacionados ao clima, entendendo não só os fenômenos ambientais, mas também os acordos político-econô micos que estão sendo construídos internacionalmente e que afetarão a vida de todos e todas.
As negociações sobre as questões climáticas já começaram e deverão ser acordadas durante a 15° edição da Conferência das Partes (COP 15) das Organizações das Nações Unidas (ONU), substituindo o Tratado de Kyoto e a Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo o estudo publicado em 2008 pela ONG britânicaInternational Institute for Environmental and Development (IEED), jovens e crianças serão os mais afetados pelas mudanças no clima, já que estarão mais vulneráveis a riscos como o aumento no número de doença, aumento no preço dos alimentos, aumento de epidemias entre outras.
Organizado pela Juventude Alternativa Terrazul, em parceria com o Instituto Florestan Fernandes, FADOC- Brasil (Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base) e a Solidarité Socialiste (Solsoc), a Escola de Formação da Juventude terá duração de 8 meses ( julho de 2009 a fevereiro de 2010). Durante o período, os jovens participarão de cinco seminários temáticos que irão ocorrer aos sábados e domingos: Mudanças Climáticas (introdução), Água, Terra, Ar e Fogo (fontes energéticas). Em seguida, ocorrem as oficinas de educomunicação (fanzine, rádio, teatro, vídeo e publicidade) .
Poderão participar das formações, jovens de 14 a 29 anos. Serão aceitas inscrições individuais e de organizações de juventude (centros acadêmicos, associações comunitárias, coletivo jovem de meio, etc). Ao todo, serão selecionados 50 (cinquenta) jovens. O texto completo da Chamada Pública está disponível no Blog Vozes de Gaia (www.juventudeterrazul.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail juventudeterrazul@ gmail.com ou ainda pelo telefone (85) 32810246.


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¿Existe un proyecto feminista para la transformación social?Segundo a organização mundial, a forma como as mulheres são vistas na sociedade contribui para a violência contra elas.
Na semana passada, o Comitê das Nações Unidas de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais lançou uma avaliação sobre o cumprimento de tratados de direitos econômicos, sociais e culturais na Austrália, Brasil, Chipre, Camboja e o Reino Unido. No entanto, a avaliação lançada é apenas inicial. Um documento completo, construído a partir de relatórios periódicos enviados pelos países em questão, está em fase de finalização.
Nessa avaliação inicial, o principal elogio feito ao Brasil foi a adoção da Lei Maria da Penha, em 2006, que prevê a repressão da violência doméstica contra as mulheres, incluindo o auxílio às vítimas. Ainda em relação à população feminina, a ONU elogiou a retirada, do Código Penal, do conceito discriminatório de “mulher honesta”, que era aplicado em determinados casos da violência sexual contra as mulheres e muitas vezes era utilizado para justificar o abuso contra aquelas que eram consideradas “desonestas”. O relatório também ressalta a introdução, em 2003, do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego, para coordenar políticas públicas de emprego para grupos vulneráveis, incluindo indígenas, afro-brasileiros e mulheres.
O Comitê, no entanto, demonstrou preocupação com relação à representação, na cultura brasileira, das mulheres . Segundo a avaliação, essa representação está presente na cultura nacional de maneira generalizada e não apenas nas mídias. O texto da ONU não traz detalhes, mas sugere que a representação das mulheres como indivíduos inferiores aos homens poderia torná-las mais vulneráveis a todos os tipos de violência.
Além das críticas relacionadas às desigualdades de gênero no país, o relatório também chamou a atenção para a cultura da violência e da impunidade do Brasil, destacando as ameaças sofridas por defensores dos direitos humanos. O comitê também observou o grande número de brasileiros trabalhando em circunstâncias similares à escravidão ou sujeitos a formas desumanas de trabalho, particularmente no desmatamento e na colheita de cana de açúcar. Finalmente, destacou também que o desflorestamento continuado impacta negativamente na garantia dos direitos econômicos, sociais e culturais no Brasil.
Sugestões
Uma das maiores críticas do relatório foi feita às políticas públicas destinadas a conter o avanço do número de "crianças de rua". O comitê sugeriu que o Brasil tome medidas eficazes e apropriadas para assegurar-se de que essas crianças tenham garantidos os seus direitos à educação, ao abrigo e à saúde.
Outra sugestão foi feita no sentido de reforçar a ação de enfrentamento do analfabetismo, em particular em áreas rurais e nas comunidades afro-brasileiras. Além disso, apontou para a necessidade de que o país continue a reforçar seus mecanismos legais e institucionais para o combate àdiscriminação no mercado de trabalho e para facilitar o acesso igual ao emprego para mulheres e para as pessoas que pertencem às minorias raciais, étnicas e nacionais.
Além disso, as medidas de seguridade social (previdência) para as populações em situação de maior vulnerabilidade econômica foram criticadas. Foi sugerido que o país intensifique esforços para regularizar a situação dos trabalhadores da economia informal, permitindo-lhes acesso à proteção social básica.

Informando...
Brasília, 08/06/2009
Ensino profissional pode chegar a travestis
Ministério do Trabalho propõe criar cursos de capacitação específicos para integrar travestis e transexuais ao mercado de trabalho formal
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Uma proposta de criação de um plano específico para qualificação profissional de travestis e transexuais foi apresentada na primeira semana de junho pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cursos ensinariam ofícios à população de travestis como forma de oferecer chances de inserção no mercado de trabalho formal. A idéia foi anunciada durante o I Seminário de Políticas Públicas de Trabalho, Oportunidades e Previdência para Travestis e Transexuais, que reuniu em Brasília lideranças do movimento LGBT (que reúne lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e membros do governo.
“A maioria dos travestis não consegue emprego formal por preconceitos por conta de sua apresentação física e vai para a prostituição”, diz Eduardo Santarelo, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. “A gente não quer que essa seja a única opção”, completa. Ele afirma que muitos travestis e transexuais sequer completaram o ciclo escolar básico, já que muitos se sentem estimulados a fugir da escola e ir para as ruas por conta do preconceito.
Os cursos oferecidos seriam parte de uma estratégia que o Ministério já adotou com outras populações vulneráveis, como negros e beneficiários do Bolsa Família. Os Planos Setoriais de Qualificação permitem que vários postos de atendimento local cadastrem desempregados e ofereçam a formação. Há parcerias com empresas de diferentes setores, de forma que os formados têm chances de já saírem empregados.
Neste caso, o Ministério propõe um Plano para toda a comunidade LGBT. Não há prazo para o início das atividades, mas Santarelo espera que até o fim do ano já o programa tenha início. Até o meio de julho, as entidades participantes do seminário em Brasília devem formalizar um relatório com sugestões, inclusive de que tipo de cursos podem ser oferecidos para atender melhor os travestis e transexuais.
Outras áreas
O seminário foi proposto pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais). Além do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Direitos Humanos, compareceram representantes do Ministério da Educação, da Previdência Social e do o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Santarelo afirma que não há dados sobre a população de travestis no Brasil e que os órgãos do governo não conhecem seu tamanho ou suas demandas. “O objetivo é que essas entidades de mobilização nos ajudem a conhecer melhor”, afirma.
“Essa população vive a exclusão quase total de qualquer serviço público, de trabalho, de saúde, de segurança...”, argumenta Santarelo. “O preconceito afasta ela de qualquer tipo de benefício, ela vive a margem”.
Além da proposta de ensino profissional, o seminário discutiu previdência e educação. Santarelo explica que qualquer um pode ter acesso a previdência, desde que contribua. A proposta do seminário é que grupos do ANTRA, que são divididos por Estado, passem a conscientizar travestis e transexuais da possibilidade de contribuir. “A lei de previdência não discrimina, o profissional do sexo também pode contribuir como autônomo”, conclui Santarelo.
Para a educação, a idéia principal é evitar a exclusão por conta do preconceito. Uma das principais bandeiras da ANTRA é que, nos serviços públicos, haja espaço para que o travesti se identifique com dois nomes (o de batismo, masculino; e o escolhido por ele, feminino) e que seja tratado pelo nome que preferir.
Vídeo para reflexão:
Como pode um país que criminaliza a homossexualidade, fazer cirurgias de mudanças de sexo humanizadas?
Em novembro de 2006, especialistas independentes da ONU, integrantes de comitês de direitos humanos, acadêmicas/os e defensoras/es de direitos humanos das pessoas GLBTT se reuniram em Yogyakarta, Indonésia para definir diretrizes sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação sexual e identidade de gênero. Desse encontro, saiu os Príncipios de Yogyakarta, documento que vem ajudado bastante a diminuir as violações de direitos das pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
Confiram o vídeo do lançamento dos Principios no Brasil:
Seria bom, mas como não é, a gente afirma!

IDENTIDADE LÉSBICA
A mulher que se identifica com a mulher, RadicaLesbians
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/wiw.htm
Lésbicas em Revolta – Charlote Bunch
http://patriarkill.wordpress.com/2007/11/12/5/#respond
Ninguém Nasce Mulher – Monique Wittig
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=26460538&tid=526...
http://midiafeminista.ning.com/forum/topics/ninguem-nasce-mulher
http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...
Ochy Curiel – Repensando o Lesbianismo Feminista
http://hysterocracya.blogspot.com/2007/11/pensando-o-lesbianismo-fe...
Identidade Nômade, um desafio (Mas o que é ser lésbica? O que é ser mulher?) – Tânia Navarro Swain
http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...
Preferência versus Orientação
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/preferencia.htm
HETEROSEXUALIDADE
O Pensamento Hetero – Monique Wittig
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/pensamentohetero.htm
Compulsory Heterosexuality and Lesbian Existence, Adrienne Rich
http://www.terry.uga.edu/~dawndba/4500compulsoryhet.htm
heterosexualidade obrigatória/compulsória e existência lesbiana, adrienne rich em espanhol. Texto 'compulsório'. Rs.
https://www.u-cursos.cl/derecho/2008/2/DIPMUJ/1/material_alumnos/ob...
MOVIMENTO LÉSBICO
http://midiafeminista.ning.com/forum/attachment/download?id=3023029...
http://yanmaria.blogspot.com/2008/06/movimiento-lsbico-autnomo.html
http://midiafeminista.ning.com/forum/topics/subvertendo-o-patriarca...
SEPARATISMO LÉSBICO
Algumas reflexões sobre separatismo e poder – Marilyn Frye
http://www.geocities.com/girl_ilga/textos/separatismoepoder.htm
Some thoughts on lesbian separatist estrategy
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3693/is_199512/ai_n8724047/
SOCIALISMO LÉSBICO
Lesbianismo y Sindicalismo, Yan Maria Castro
http://yanmaria.blogspot.com/2008/06/lesbianismo-y-sindicalismo.html
INVISIBILIDADE
Visibilidade e Lesbianismo
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=70
El Armário como Coartata, Beatriz Gimeno Reinoso
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=240
Repensando el publico y lo privado, Beatriz Gimeno Reinoso
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=221
HISTORIA LÉSBICA
Breve historia Del lesbianismo
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/2004/lesb04...
Historia Del Lesbianismo en el ocidente (aldarte)
http://www.ciudaddemujeres.com/articulos/article.php3?id_article=69
TEORIAS LÉSBICAS
Breve reseña de las teorias lésbicas – Jules Falquet
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/2004/lesb04...
El pos-modernismo em la teoria lesbiana y gay, Sheila Jeffreys
http://www.mamametal.com/creatividadfeminista/articulos/lesb_posmod...
SEXUALIDADE LÉSBICA
A Arte do Friccionamento, Valeria Flores
http://hysterocracya.blogspot.com/2007/12/tribadismo-arte-do-fricci...
La Revolucion Sexual Lesbiana, Sheila Jeffreys
http://www.ucm.es/info/rqtr/biblioteca/Estudios%20Lesbicos/La_Revol...
RELAÇÕES ABERTAS
TRECHO DE 'Lesbianismo: um lugar de fronteira' de Margarita Pisano
http://patriarkill.wordpress.com/2008/01/02/9/#respond




Ache outros vídeos como este em ABL - Articulação Brasileira de Lésbicas







O Projeto de Lei 122/2006 (da chamada Lei da Homofobia), que se for aprovado, vai ser fundamental para conquista da cidadania plena da comunidade LGBT, está para ser votado a qualquer momento. www.senado.gov.br prontinho para ser votado.
Ligue agora mesmo para o Senado Federal (0800 61 22 11 ligação gratuita) (pode ligar de celular) e peça aos(as) senadores(as) de seu estado e os demais para votarem a favor este Projeto PLC 122 /2006 que visa a diminui a discriminação contra a comunidade LGBT.
A telefonista vai pedir-lhe seunome completo, CPF e CEPde sua residência. Estes dados são para evitar que mesma pessoa ligue diversas vezes. Ligue. É seguro.
Caso não se lembra quais são os senadores de seu estado, não se preocupe, pois a telefonista irá informar-lhe.
Entre no site do Senado:www.senado.gov.br e peça aos Senadores para estarem atentos a este Projeto de Lei. Telefone agora mesmo para os(as) Senadores(as).
Faça a sua parte. Ligue para o Senado, e também coloque em suas listas de discussão, blogs, ORKUT, MSN etc.
É fundamental você fazer sua parte. Se você ligar, mande um email para tonidavid@avalon.sul.com confirmando sua ação.Vamos fazer a lista das pessoas responsáveis pela aprovação a lei que criminaliza a homofobia.
Entre no site www.naohomofobia.com.br e veja como ajudar.
Abaixo o fundamentalismo religioso.
Todos e todas juntas por um Brasil Sem Homofobia




Nesses últimos dias, a mídia tem registrado exaustivamente o caso da menina de nove anos que foi abusada sexualmente pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos. Uma menina de 1,36m e parcos 33 kg não poderia resistir a um parto no qual haveria riscos até mesmo para uma mulher adulta, conforme afirmaram os médicos responsáveis.
De acordo com a lei brasileira, o aborto visava preservar a saúde física e psíquica dessa menina que mal sabia que os seus infortúnios haviam recém começado, graças à polêmica atitude do arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, que excomungou do seio da igreja católica todos aqueles que haviam, de alguma forma, decidido pela interrupção dessa absurda gravidez. Ou seja, a mãe, a equipe médica e inclusive a própria vítima.
Nenhuma palavra foi proferida em relação ao homem que praticou tão torpe violência. Ele permanece acolhido como membro da igreja católica e, após uma breve confissão e algumas “Ave Marias”, ele estará com o coração novamente purificado e incluído no rebanho de Cristo, recebendo a comunhão que talvez lhe seja dada pelo próprio D. José Cardoso Sobrinho, o qual afirmou que o padastro “cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão (...) Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto!", completou o Arcebispo. Esse mesmo Arcebispo, que hoje ocupa o posto que já pertenceu ao progressista Dom Helder Câmara, afirma categoricamente que a menina proveniente de Alagoinha, no agreste de Pernambuco, abusada sexualmente pelo padrasto desde a idade de seis anos, essa menina miserável, sofrida e aviltada em sua infância deveria morrer, ou então tornar-se mãe de gêmeos que não desejou e que não teria condições de criar. Dom José condenou-a a morte física e igualmente a uma espécie de morte simbólica todos os que tentaram minimizar os danos sofridos pela menina através da interrupção de sua gravidez.
Para alguns, a excomunhão pode não ter grande significado, no entanto, ela pode vir a ser dolorosa em comunidades pequenas e carentes nas quais o pertencimento a um agrupamento religioso ocupa um importante papel agregador, consolador e muitas vezes pragmático. A igreja, não raro, provém ajuda material, na forma de caridade e de mutirões organizados em favor daqueles que se encontram em situação (ainda mais) precária e privados da mão do estado. Ser expulso de uma comunidade organizada pode ser uma forma dolorosa de exclusão social.
Vale recordar que nenhum clérigo católico acusado de pedofilia foi excomungado hoje, o que leva a pensar que a violência sexual contra crianças não é pecado assim tão grave, aos olhos da igreja
Coincidência ou não, observamos um curioso cruzamento de fatos relacionados ao tema da excomunhão no que se refere justamente à anulação desta, recentemente anunciada pelo papa Bento XVI, em relação aos quatro bispos ordenados pelo falecido ultraconservador Cardeal francês Marcel Lefebvre, os quais foram excomungados por João Paulo II, em 1988, de acordo com o mesmo código canônico de que se vale o Arcebispo de Recife e Olinda no caso presente. Um dos bispos excomungados, o britânico Richard Williamson, havia declarado a uma emissora de televisão sueca que as câmaras de gás dos campos de concentração nazista jamais teriam existido. Os seguidores de Lefebvre se opõem às mudanças ocorridas no Concílio Vaticano II, principalmente no que se refere ao ecumenismo e a adaptação do rito religioso à língua e cultura de cada povo. É um sintoma assaz preocupante quando uma instituição como a igreja católica fecha os olhos para a barbárie da pedofilia e do estupro ao mesmo tempo em que perdoa negacionistas e mantém abusadores sexuais de toda a sorte junto a ela. Igualmente, vale recordar que nenhum clérigo católico acusado de pedofilia tenha sido excomungado até o presente momento, o que nos leva a pensar que a violência sexual contra crianças não é um pecado assim tão grave aos olhos da igreja. É tranqüilizador saber que para a lei dos homens, esse não é o caso.
Esse debate nos faz pensar sobre a misoginia católica, que sempre optou pela vida do feto em detrimento da vida da mulher que o carrega - e não foram poucas vezes que a vida do filho se sobrepujou à vida da mãe. As mulheres poderiam morrer no parto, porém os seus filhos deveriam ser salvos. Essa lei imperou entre as parteiras e entre os homens quando eram postos frente a esse dilema. No estupro sistemático com fins de limpeza étnica perpetrados durante a guerra na Bósnia, as mulheres grávidas de seus algozes foram conclamadas pelo falecido papa João Paulo II a não fazerem aborto. Nenhuma palavra sobre o sofrimento das próprias, de seus companheiros, parentes e filhos que a tudo presenciaram. Essa é um triste e comum prática de guerra que visa o enfraquecimento da resistência do inimigo e que muitas vezes acarreta uma gravidez indesejada que as vítimas deverão manter até o fim – e depois deverão cuidar e amar os filhos gerados dessa forma abjeta, assim prega o pensamento medieval do Vaticano, cujo sentido e valor de uma vida feminina só se justifica no advento da maternidade, ou ainda, na clausura de um convento. O “Malleus Malleficarum”, manual de caça às bruxas dos inquisidores medievais, continua sendo um exemplo da apreciação do gênero feminino ainda nos dias de hoje por parte da Igreja Católica.
A longa discussão sobre o aborto, ou sobre quando começa a vida propriamente, é de difícil consenso. Cada um tem o seu livre arbítrio para fazer o que bem entender de sua vida e essa é, inclusive, a proposta de Deus. Se uma mulher adulta decide ter um filho de seu estuprador pelas suas convicções religiosas, ninguém pode lhe obrigar a fazer um aborto. Mas esse caso adquire proporções diferentes no momento em que lidamos com variáveis que colocam em risco a vida de uma criança, já suficientemente aviltada pela miséria e pela violência e que recebe, ao invés de um acolhimento carinhoso por parte dos homens de Deus, uma sentença de morte através de sofismas absolutamente desprovidos de sentido tais como “um erro não justifica o outro”. A realidade é que haverá necessariamente uma morte ou um risco real de que isso aconteça e, para o piedoso Arcebispo, os frutos do estupro são mais sagrados do que a vida de quem sofreu a brutalidade – de alguém que já existe, pensa, sofre e tem sentimentos, mas que no tribunal da consciência de D. Cardoso vale menos do que o vir-a-ser de um processo inicial de gravidez.
É lamentável que a igreja católica esteja se tornando uma paródia grotesca de si mesma e que ainda considere possuir o monopólio da fé, tanto quanto acredite ser legítima a sua intervenção em assuntos pertinentes ao estado. A atuação do arcebispo deveria ser enquadrada na forma da lei e este deveria responder por desobediência civil e por ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente – se ele se considera apto a interferir em questões de Estado, é justo que o inverso seja verdadeiro.
Por sorte temos um governo que não se curva a esse tipo de chantagem. Na década de 1980, o então Presidente José Sarney, por pressões do clero proibiu o filme de Jean Luc Godard “Je Vous Salue Marie” no Brasil, em uma época em que a censura era ferida aberta na nossa história. Hoje, o Presidente Lula e o ministro José Gomes Temporão respondem à altura esse tipo de provocação obscurantista recordando que o estado laico está acima das querelas religiosas. É tão fácil se chocar com supostas teocracias do Oriente Médio que esquecemos que o irracionalismo religioso, como pensamento e prática, pode estar bem perto de nós, como exemplifica tão bem esse caso. Especificamente no que concerne à separação entre estado e igreja, o Brasil vive a plenitude das luzes renascentistas na América Latina. O estado mostra a sua autoridade através da exigência do respeito à constituição, o que certamente contraria a vontade de coronéis eclesiásticos e populistas de todos os matizes.
Cabe à igreja a humildade de reconhecer que o erro maior está em suas posições misóginas e desprovidas de compaixão pelo outro, algo que a afasta perigosamente tanto da mensagem de Cristo quanto de seus fiéis
A descriminalização do aborto será uma realidade muito em breve, apesar dos lobbies contrários. Fazer um aborto não é uma decisão fácil para ninguém e seria de se espantar se assim o fosse. Porém, por vezes é necessário e o caso da menina pernambucana é o mais paradigmático dos últimos tempos nesse sentido. Descriminalizar o aborto não significa aplaudi-lo e muito menos considerá-lo benéfico em qualquer sentido. É uma agressão ao corpo da mulher e envolve uma série de questões inconscientes extremamente difíceis; só quem já passou pela experiência pode supor. Descriminalizar o aborto não significa torná-lo obrigatório, portanto isso não interferirá nas crenças e valores pessoais daqueles que não o admitem. Contudo, se torna necessária a compreensão de que existem outras formas de pensamentos, inclusive religiosos, e que em outras crenças tais como o judaísmo, o budismo, o hinduísmo, o protestantismo e o islamismo admitem formas de interrupção da gravidez mais ou menos flexíveis, em comum entendimento de que sempre que a vida da mãe corre perigo o aborto deve ser feito. Por que apenas a igreja católica trata as suas fiéis com tal desprezo a ponto de serem postas em um plano tão secundário que nem o estupro, o incesto, a barbárie de guerra, enfim, absolutamente nada pode lhes outorgar a piedade divina caso não possam ou não queiram levar adiante a sua gestação?
Nesse ano, comemoramos o centenário de D. Helder Câmara, antecessor de D. José Cardoso Sobrinho e que, ao contrário desse, foi um exemplo de humanidade e compreensão para com os miseráveis. Dom Helder, antigo Arcebispo de Olinda e Recife, teve um papel de destaque durante a Ditadura Militar e não raro correu perigo de vida na defesa dos perseguidos e injuriados do regime, colocando a sua autoridade eclesiástica a serviço, e não contra, os necessitados. Seria impossível imaginar D. Helder se prestando a um papel tão ridículo como o de seu sucessor. Ele certamente estaria refletindo e denunciando as condições desumanas que geraram o fato em si e que se tornam cada vez mais tristemente comuns em um Nordeste vendido aos estrangeiros como um paraíso do turismo sexual, onde pais prostituem suas filhas por poucas migalhas que garantam a sua sobrevivência e onde a impunidade é um fato, como foi brilhantemente mostrado por Cláudio Assis no filme “Baixio das Bestas”.
O Nordeste que tanto preocupava D. Helder se mostra quase sempre mais vulnerável aos “Coronéis”, que se julgam sempre acima das leis e se acostumaram a fazer interpretações pessoais de justiça sem que uma instância superior lhes julgasse. Não afirmamos de modo algum que tais comportamentos sejam exclusivos da região. Eles se distribuem de forma equânime por todo o território nacional. Mas, pela particularidade do evento, torna-se impossível não recordar da luta e das palavras de D. Helder, quando interpelado maldosamente sobre a questão do “amor livre” em um programa de televisão na década de 1960, respondeu: “Para que falar em amor livre quando o Nordeste passa fome?”. No entanto, isso vem de um tempo em que lideranças religiosas na América Latina se preocupavam menos com a vida privada de seus fiéis e mais com a questão da justiça social e da justa distribuição das riquezas. Um tempo que já passou, infelizmente.
“Queira Deus” (!) que os nossos clérigos se ocupem igualmente de outras vidas que diariamente são perdidas mundo afora por arbitrariedades nas quais muitas vezes são coniventes. Excomungue-se àqueles que massacram civis em guerras absurdas, que mantém prisioneiros deprimidos e suicidas em Guantánamo, que abusam da confiança de crianças e adolescentes para destruir-lhes a vida, que recebem genocidas em audiência e que continuam queimando bruxas em pleno século 21. Se um erro não justifica o outro, cabe à igreja a humildade de reconhecer que o erro maior está em suas posições misóginas e desprovidas de compaixão pelo outro, fato que a afasta perigosamente tanto da mensagem de Cristo quanto de seus fiéis. Cabe lembrar que o mesmo Cristo recusou-se a aceitar o apedrejamento da mulher adúltera na famosa passagem do Evangelho, apelando à compaixão e ao bom senso daqueles que se guiavam tão somente pelo irracionalismo religioso daqueles tempos. O incitar à omissão de medidas de saúde necessárias à proteção de mulheres e meninas, sob a bandeira da vontade divina, encontra resposta à altura no brado feminista: “tirem seus rosários de nossos ovários!!!”
A socialdemocrata Johanna Sigurdardottir assumiu hoje a liderança do Executivo da Islândia, tornando-se a primeira lésbica a governar um país. Sigurdardóttit, de 67 anos, ex-aeromoça e sindicalista, é casada com Jonina Leosdottir, jornalista, escritora e dramaturga premiada.
Em todo o Brasil, os grupos e organizações de mulheres lésbicas e bissexuais celebram o dia 29 de Agosto como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Esta data foi consolidada no 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), realizada entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro na cidade do Rio de Janeiro em 1996. Os SENALE´s se configuram como um marco historico importante para o movimento, constituindo-se como um momento de articulação, de fortalecimento, de troca de experiências e de elaboração de uma agenda política.
"Quero fazer da minha existencia lesbica feminista a produção crítica de mim mesma e do mundo!"
(frase criada por várias lésbicas feminista do Brasil- Marylucia Mesquita, Luanna Marley, Kaká Kolinsk...)